Metal Resurrection: o festival que fez Morro Reuter tremer

Metal Resurrection – 22 de novembro – Morro Reuter

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No dia 22 de Novembro, a paz da pacata cidade de Morro Reuter foi perturbada pelos berros guturais e pelas guitarras estridentes das 6 bandas que compuseram um dos Festivais de Metal mais ousados já feitos na região: O Metal Resurrection! Todos os tipos de Metaleiros puderam bater cabeça neste festival que contou com bandas de Death, Gothic, Splatter, Trash e até mesmo Power Metal!

Realizado em um galpão que parecia ser um time de Bolão ou algo assim (local, a propósito, bem adequado), o festival contou com uma produção excelente e dedicada. Placas indicando caminho, mapas na internet, segurança, vans de toda a região, bandas de qualidade, som relativamente bom e organização, fizeram do Metal Resurrection um festival acessível para todos os metaleiros, de onde quer que viessem, mesmo tendo ocorrido em Morro Reuter, a cerca de 60Km da capital.

A banda que abriu o festival foi a Blasting. Próximo às 21h, pode-se ouvir as primeiras microfonias das guitarras super distorcidas da banda de Thrash e Death de Porto Alegre. Composta por Marcelo – Vocal, Alceu – Guitarra, Luciano (Seco) – Guitarra, Valdir – Baixo e Gangrel Warrior – Bateria, a banda mostra em seus riffs a mais pura influência do Thrash dos anos oitenta com a temática e a agressividade do “True” Death Metal. Com músicas próprias de peso, a banda mostrou-se muito competente, tanto nas composições quanto nos covers, que levaram o público a loucura. O som estava um pouco embolado e a acústica não ajudava muito, mas, para uma banda de Thrash e Death, isso até cria uma sonoridade, porque não, adequada. Pra fechar o show, o hino dos Headbangers foi executado: Black Metal, do Venon!

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Logo depois, sobre ao palco a Bloodwork, de Dois Irmãos, tocando covers clássicos de bandas de Splatter e Death Metal, como Cannibal Corpse, Deicide e Six Feet Under. Para fechar o show, mais uma vez, o clássico: Black Metal! Indiscutivelmente, o hino da noite.

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O público, ansioso por mais metal, aguarda vários minutos enquanto a próxima banda monta seus equipamentos. Depois de algum tempo, sobem no palco Moelevil – guitarra, Wood – baixo, Bollet – bateria, Caldo – guitarra e Mark – vocal. De Caxias do Sul, a banda Hecatombe, mostra para os Headbangers o seu Heavy Metal, incluindo no show as músicas do novo CD, Hate N’ Rage, lançado em Março de 2008. Apesar da presença de palco marcante, da boa produção e do excelente nível técnico, a banda não pareceu agradar muito o público. Em contraste com as demais bandas, a Hecatombe tocou uma espécie de “Metal Moderno”, apenas com músicas próprias e com uma temática um pouco, digamos que, manjada. Pelo jeito, o público estava mais pelo Thrash e pelo Death do que por qualquer outro estilo. Apesar disso, o show foi bom.

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A quarta banda da noite foi a Vetitum, de Gothic e Doom Metal. A grupo pelotense apresentou Karen Dias – vocal, Gustavo “Carnicero” – baixo, Luisa Branco – bateria e Paula Oliveira – guitarra. Com sonoridade bem característica das bandas de Gothic, a Vetitum executou várias músicas próprias, como Rain of Lies, Red Solution e Disguising Pain, além de alguns covers, como Heaven’s a Lie, do Lacuna Coil. A qualidade das composições e o impacto do grupo no palco rendeu aplausos do público, embora tenha sido uma banda bem contrastante em relação às demais, o que desagradou certa parte do público. Uma das características mais marcantes na banda é o contraste entre os vocais doces de Karen Dias, até um pouco tímidos, e o de Paula Oliveira, com um timbre gutural que lembra os vocais rasgados de Angela Gossow, do Arch Enemy.

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Após o Show de Gothic, sobe ao palco, vinda da Capital, a banda Magician. Com seus solos debulhantes e vocais de rachar vidro, a banda de Power Metal encheu os ouvidos do público com excelentes músicas, todas repletas de solos virtuosos gigantescos e contrastes sonoros bem interessantes. Power Metal? Bem, eu apostaria em Prog Metal, mas a influência do Metal Melódico é certamente bem perceptível. Formada por Dan Rubin – Vocais, Renato Osorio – Guitarra, Cristiano Schmitt – Guitarra, Elizandro Max – Baixo e Zé Bocchi – Bateria, a banda tocou músicas de seu Cd, Tales of the Magician, além de covers que levaram o público a bater cabeça até não poder mais, como Eagle Fly Free, do Helloween e Nightfall do Blind Guardian. Destaque para os arranjos vocais da banda, muito bem feitos e perfeitamente executados, além é claro, do vocal de Dan, que sempre mata a pau. Quanto às músicas próprias da banda, são de qualidade incontestável e execução perfeita, porém, as pinceladas de Prog Metal, como os tempos quebrados e os solos longos cansaram um pouco o público. Mas, em geral, o show foi excelente.

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Para finalizar a noite, sobre ao Palco a banda Carniça, de Death Metal, voltando à ativa depois de 5 anos afastada dos palcos. Composta por Mauriano Lustosa – baixo e vocal, Marlo Lustosa – Bateria e Parahim Neto – guitarras e backing vocals, a banda tocou músicas próprias do álbum Rotten Flesh, como Ask For your Life e Reborn of Soul, além de covers de Powerslave, do Iron, Angel of Death, do Slayer, e é claro, Black Metal, do Venon, mais uma vez. Todas as músicas foram executadas com uma pegada Death muito True e vocais guturias barulhentos. A presença de palco do Power Trio é matadora. Pra terminar o festival com chave de ouro, a banda tocou Mordor, do Running Wild, deixando todos os cabeludos presentes com dor no pescoço, exceto, é claro, os que já estavam atirados pelos cantos, hehehe…

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Assim terminou o Metal Ressurection! Infelizmente, as bandas Unmaker e Azhmodam, que foram inicialmente anunciadas como participantes do festival, não compareceram. No lugar delas, entrou a banda Carniça. Mas isso foi apenas um detalhe. A noite foi regada de Metal e acredito que nenhum dos metaleiros que foram lá se arrependeram de comparecer. A organização do festival, mais uma vez, está de parabéns, principalmente por organizar um festival de Metal em uma cidade pequena, como Morro Reuter. É desse tipo de iniciativa que o Metal e o Rock precisam! E realmente, o Metal Resurrection foi um dos maiores exemplos de que, com um pouco de esforço e dedicação, o Metal pode, de fato, ressuscitar.

Por Ramon De Oliveira (Colaborador)
Fotos: Bárbara Sudbrack
Morro Reuter – 22/11/2008

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