Pitty: Show surpreendente em Porto Alegre
- sexta-feira, novembro 28, 2008, 23:41
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Pitty – 28 de novembro – Bar Opinião
A mulher tem fãs. Definitivamente.

Show no bar Opinião em uma sexta-feira é surpreendente por si só. A casa, que as sextas e sábados promove festas com bandas cover, apresentou na última sexta o show da cantora baiana Pitty, antes da festa.
O atraso, desta vez foi muito pequeno, se resumiu a toleráveis 17 minutos, dentro da normalidade. Ico Thomas, apresentador do programa Patrola da RBS TV, foi quem anunciou o início da apresentação.
A banda, formada por Duda (bateria), Joe (Baixo), Martin (Guitarra) e Pitty, foi aclamada desde sua entrada no palco. Sem muita conversa, manda som com “Anacrônico” e “Memórias”. Em duas músicas algumas coisas nos chamaram bastante a atenção. A primeira foi o som. Um dos melhores sons que já presenciamos em Porto Alegre e com certeza o melhor do Bar Opinião. O backline não deixou por menos. Baixo, distorcido na medida, muito bem timbrado. Bateria perfeita. Vocal nítido. E, o maior destaque, o som de guitarra obtido por Martin. Combinando um Marshall e uma Gibson SG, o resultado foi algo absurdamente fora do comum. O som, em todos os seus aspectos, não deixou nada a desejar. A segunda, a fidelidade de seus fãs. Letras cantadas do início ao fim, emoção e idolatria. Poucas bandas no Brasil conseguem obter de seus fãs o que Pitty obtem. E, por fim, A grandeza das canções ao vivo. Elas se agigantam, tem sua energia e densidade multiplicadas por três quando se trata de um show.
“Saudade de vocês, seus putos!” (N. do R.: Sutileza 10) “A gente ta muito feliz de tocar aqui antes do fim da turnê. Não é demagogia não, é verdade. A gente prioriza muito tocar aqui”. Foi ovacionada.
Em seguida, “Admirável Chip Novo” botou a casa abaixo. Um dos maiores hits da banda, cantada do início ao fim a plenos pulmões por todos ali.

Surpresas também rolaram. “A gente ensaiou ontem e durante o ensaio, preparou algumas coisinhas pra vocês…” Houve quem apostou em Ramones, houve quem apostou em Raul. Enganaram-se mais que redondamente. O que veio foi um cover de… Menudo(!). “If you’re not here” foi a escolhida. “Todo mundo gostava mais do Rob, eu gostava do Ray.”, justificou. Em seguida, mais uma surpresa: “Edge of the World”, do Faith No More. Este redator talvez tenha sido o único a festejar a introdução, pois a maioria se perguntava que música era aquela. Mas a versão foi executada com muita personalidade, superando inclusive a falta do teclado, bastante característico. Mandaram muito bem.
Para quem pensou que os covers tinham acabado, a banda surpreende, de novo, com mais uma versão. Desta vez, “Bom Brasileiro”, com os vocais divididos, mas conduzidos pelo guitarrista Martin. Interessante também.
“Bizarro”, primeiro single da banda, seria o encerramento perfeito, com melhor receptividade da noite, mas a banda decide mandar mais uma, “Pulsos”, uma das inéditas gravadas para o álbum “Desconcerto – Ao Vivo”, e fizeram a quebradeira final, sem bis.

O nome “Pitty” não representa apenas uma cantora. O que se viu na última sexta foi uma banda coesa, bem ensaiada, competente e forte, muito forte. O Rock brasileiro tem poucos nomes que o representam bem hoje em dia. Um deles é, com certeza, Pitty. A mulher tem fãs. Definitivamente. E aos críticos, fica a sugestão de que confiram a banda ao vivo. Isso pode, definitivamente, mudar sua opinião.
Por Marcel Bittencourt
Fotos: Fabiana Menine (Mais fotos: www.flickr.com/fabianamenine)
Porto Alegre -28/11/2008
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