Kip Winger em show descontraído no Drakkar

Kip Winger – 07 de Outubro – Drakkar Music Hall

Formato incomum em se tratando de Hard Rock; Kip Winger desembarca em Porto Alegre em sua tour atual, tomando como proposta a realização de shows acústicos e sem acompanhamento de outros músicos. Na noite de 07 de Outubro, Kip nos mostrou que é um verdadeiro showman.

Abrindo o evento, BJ e Leo Mancini, respectivamente vocalista e guitarrisa do Tempestt, tocaram algumas músicas também em formato acústico, em um repertório que passou por clássicos como “Wanted dead or alive” de Bon Jovi e “Don’t stop believin’” do Journey – esta última contou com uma ‘palhinha’ do próprio Kip Winger, que surgiu rapidamente do backstage para cantar um trecho, apressadamente, voltando em seguida.Os arranjos e principalmente os vocais de BJ, são incríveis. Posso destacar essa breve apresentação como uma das melhores que já assisti.

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Kip sobe ao palco repentinamente. A ausência de amplificadores, caixas, bateria e outros vários equipamentos de um show “elétrico” acabam por ajudar em termos de praticidade ao iniciar o show. O músico aparenta muita simpatia desde o início em um show bastante informal, seguindo um set list colado no topo de seu inseparável violão 12 cordas de cor verde. Começam a aparecer sucessos como ”How far will we go” e “Headed for a heartbreak”.

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Devido à proximidade que o Drakkar proporciona e ao contexto do show, Kip interage muito com seus fãs. Á beira do palco, um notório conhecedor da obra de Winger solta a voz chamando a atenção do cantor. A participação do público continua intensa durante todo o show. Kip chama a galera, aponta pessoas que cantam e incita alguns coros. Ao lado direito do palco, alguns amigos reunidos tiram fotos com Kip cantando ao fundo. Kip se aproxima deles e participa da foto.

Em seu maior clássico, “Miles away”, Kip Winger divide os microfones com alguém (geralmente alguma mulher). Desta vez, o convidado foi o porto-alegrense Fernando Tedesco, que parecia inibido, mas não fez feio! Muito

pelo contrário: construiu bons refrões somando sua voz à de Winger. Kip só fez questão de deixar claro que, desta vez, ele e a pessoa convidada não trocariam olhares durante a execução de “Miles away”, por se tratar de uma canção de amor. Mais um momento de risos!

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“Rainbow in the rose” teve a participação de Leo Mancini (Tempestt) nos violões e foi um dos destaques da noite, que ainda contou com músicas como “Down incognito”, “Madeleine” e “Blind revolution mad” e a instrumental “Free”, em uma performance recheada de técnica. O show parecia parecia se encaminhar ao final, mas ainda rolou muita coisa! Sucessos de presença indiscutível como “Seventeen” e “Easy come, easy go” surgiram em meio a outras ótimas composições, como “Can’t get enough” e “Hungry”.

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Ao final da apresentação, a impressão era de que o próprio Kip não sabia mais o que tocar frente ao público incansável.

Após um momento que se pareceu com um pequeno “medley” de suas próprias músicas, Kip Winger encerra um completo show, sem deixar motivos para reclamações. Mantendo a simpatia, o cantor reaparece minutos depois, entre os fãs, recebendo as pessoas como se fossem velhos amigos. Confirmando o grande show que realizara, Kip comunica-se com aqueles que admiram seu trabalho até hoje, colocando-se à disposição para fotos e autógrafos. Sem dúvidas, o tipo de artista de quem a cidade vai acabar sentindo saudades.

Por Murilo Bittencourt
Fotos: Bárbara Sudbrack (Mais fotos aqui)
Porto Alegre –  07/10/2009

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