Living Colour: 2 horas de show no Bar Opinião
Living Colour – 14 de Outubro de 2009 – Bar Opinião
Na última quarta-feira Porto Alegre recebeu mais uma vez o lendário Living Colour; Uma das mais originais e expressivas bandas do final dos anos 80′s e, por que não dizer, da história do rock pesado.

Inesperadamente, Corey Glover (Vocais), Vernon Reid (guitarra), Doug Wimbish (baixo) e Will Calhoun (bateria) abrem o show com “Wich way to America?” (a saber, a última faixa de seu primeiro álbum). Em seguida vêm “Time’s Up”, “Auslander” e “Sacred Ground” com seu marcante refrão. Até aqui já se tinha ideia sobre muitas coisas referentes àquele show: Set list percorrendo vários álbuns da banda; Performances incríveis de todos os quatro músicos, absolutamente; Uso de muitos efeitos (inclusive eletrônicos), laptops e muitos, mas muitos pedais, por parte de Vernon e Doug; Corey mantendo-se impecável como aquele vocalista que se revelara nos primórdios do Living Colour…
Momentos isolados contribuiram muito para a qualidade do show:
O animadíssimo baixista Doug Wimbish faz um incrível solo em “Bi”. O baixista chega a descer do palco para tocar em meio à platéia (tal como fez no Programa do Jô, mas durante a execução da novíssima “Young Man”, que não deixou de ser um dos destaques do show).
O baterista Will Calhoun também teve seu momento, em um solo de bateria de aproximadamente dez minutos, que foi encerrado em um momento ímpar com baquetas luminosas, marcando na escuridão os movimentos precisos do músico.
O novo álbum do Living Colour (The chair in the doorway) parece estar muito interessante. Afirmo isso porque o público respondeu com euforia às várias faixas (quase dez) deste novo trabalho, que foram apresentadas naquela noite, além de canções como “Desperate People”, “Elvis is Dead”, “Open Letter (to a landlord)”, em performances espetaculares, ainda que o som não contribuísse muito, dificultando na identificação de algumas músicas.
Obviamente, clássicos absolutos que são, “Glamour Boys” e “Cult of Personality” também fizeram parte do set, totalizando após esta última aproximadamente duas horas de show.
O público parecia incansável e mantinha-se participativo. Fator positivo tendo em vista a volta dos músicos para o bis que contou com “Love rears it ugly head” e uma versão pesadíssima de “Should I stay or should I go” do The Clash.
Ao final, além da sensação de “dever cumprido” sobre aquele completo show, os quatro músicos ainda foram, literalmente “pra galera”, descendo do palco com total disposição para falar com fãs e assinar autógrafos na entrada da casa.
A noite terminou com Corey, Doug, Will e…Caipirinha(!!!) em uma visita da banda, quase completa ao Eclipse Bar.
Por: Murilo Bittencourt
Foto: Bárbara Sudbrack
Porto Alegre – 14/10/2009
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