Review: No Fun At All no Teatro Bourbon Country

No Fun At All – 27 de Janeiro de 2010 – Teatro Bourbon Country

A Opus inicia mais um ano trazendo atrações internacionais a Porto Alegre: No Fun at All e Dream Theater nos primeiros três meses de 2010.


A primeira, banda sueca de hardcore e um dos nomes mais importantes do estilo, apresentou-se no TBC, nesta quarta-feira, com abertura da banda porto-alegrense Atrack.


Os gaúchos da Atrack fizeram um show bem incomum. Menos de vinte pessoas assistiam a apresentação no início. Com o show do NFAA anunciado para as 21h, muita gente chegou depois do horário.


Apostando em linhas mais modernas atualmente, com os vocais de Chris, a Atrack se distancia das raízes e aposta em um hard core mais melódico, a exemplo de “Eu e você”. Um show frio, talvez não por falha da banda.


Ao início do show do NFAA o público já havia aumentado um bocado, e até o final do show havia gente chegando (!).


Com Mine my mind, de seu mais recente álbum, Low Rider, a banda abre o show. Em pouco tempo começam as primeiras rodas no meio da pista, que seguem com músicas mais antigas como Believers, Suicide Machine e Strong & Smart.


Christer Johansson e Mikael Danielsson (guitarras), Stefan Neuman (baixo) e Kjell Ramstedt (bateria) apresentam um instrumental super bem ensaiado e convincente, que casa perfeitamente com os vocais do carismático Ingemar Jansson.



O set foi extenso e a banda parecia incansável: 25 músicas em um show de pouco mais de uma hora de duração.


Não se pode dizer que o público compareceu a ponto de lotar a casa, mas a pista parecia bem cheia, muito mais com as movimentações geradas pelas rodas típicas dos shows de hard core. Sobre as cabeças podia-se ver, esporadicamente, alguém sendo carregado, “nadando” em um mar de gente. Clima divertido e descontraído.


Ingemar incitava esta agitação, apontando fãs e até pedindo para que “liderassem” a bagunça. Infelizmente alguns fãs foram retirados do local pela segurança…


O No Fun At All levou a seu show mais gente do que se imaginava, visto que há 10 anos, tocou em Porto Alegre no pequeno Garagem Hermética. A banda e o público devem ter sentido a diferença gritante de local.


Entre os fãs presentes havia inclusive um grupo vindo de Criciúma, em excursão.


“Crescemos no hard core, cara! Tenho quase 30 anos, mas a gente curte No Fun At All desde moleque”, conta Melão, um dos fãs catarinenses.


Dentre as 25 músicas do set, muitas do álbum Out of Bounds: Beat’em down, a clássica Master Celebrator (última do show), I Have Seen, In a Moment, Stranded, Invitation e a faixa título.


Alguns singles previsíveis também fizeram parte do show, como a nova Reckless (I Don’t Wanna) e Should Have Known.


O álbum Low Rider também foi relativamente bem explorado.


A performance atual do No Fun at All e sua competência ao fazer hard core com a mesma qualidade dos primórdios, mantém vivos a banda e o respeito dos fãs.
Será um prazer assistí-los novamente em Porto Alegre. Espera-se que, assim como o Metallica, levem menos de 10 anos para retornarem.


Set List:


Mine My Mind
Believers
Suicide Machine
Strong and Smart
Man With The Powers
Wrong and Right
Walk a Mile
I Have Seen
Beat’em Down
Reckless (I don’t Wanna)
Should Have Known
Lose Another Friend
My Extraordinary Mind
Never Ending Wheel
Forevermore
In a Moment
Where’s the Truth
Stranded
Growin Old, Growing Cold
Catch me Running Round
Happy For The First Time


Encore:


Invitation
Out of Bounds
Don’t Be a Pansy
Master Celebrator



Por: Murilo Bittencourt
Fotos: Thiago Tavares (colaborador)

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