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	<title>RockBox &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Website gaucho sobre Rock e Metal, voltado para os acontecimentos da cena local e mundial.</description>
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		<item>
		<title>Entrevista: Hangar</title>
		<link>http://rockbox.com.br/2010/04/05/entrevista-hangar/</link>
		<comments>http://rockbox.com.br/2010/04/05/entrevista-hangar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 03:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Hangar]]></category>
		<category><![CDATA[Infallible]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista ao RockBox, os músicos da Hangar falam sobre Infallible, a entrada do novo vocalista, o momento atual da banda e mais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><strong>Na última quinta-feira, 1º de Abril, a Hangar lançou em Porto Alegre o seu mais novo álbum, Infallible.<br />
Solícitos e atenciosos, os músicos concederam ao RockBox uma entrevista logo após a passagem de som no Revolution Music Pub. Confira!</strong></p>
<p><strong><a href="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Hangar-2010.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2014" title="Eduardo Martinez, Aquiles Priester, Murilo Bittencourt (RockBox), Humberto Sobrinho e Nando Mello" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Hangar-2010.jpg" alt="" width="531" height="391" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>RockBox &#8211; Sobre o álbum novo: Na opinião de vocês, Infallible é muito diferente dos álbuns anteriores? Poderiam traçar um comparativo com o álbum anterior?</strong></p>
<p>Fábio Laguna &#8211; O álbum anterior, em relação a esse, foi diferente em todas as etapas. O anterior demoramos 2 anos e meio, 3 anos, pra fazer. Dessa vez levamos 4 meses. Então ele é diferente porque retrata muito mais o que a banda é no momento, o que é agora. É um álbum que a gente ainda está assimilando, pela velocidade que ele foi feito.</p>
<p>A gente fez um álbum como ele deve ser feito mesmo: pré-produção, ensaio, gravação, clipe, orçamento&#8230;E a banda inteira junta, em estúdio. O álbum anterior foi mais por etapas porque dependia de agenda de outros projetos de cada membro da banda. Outra diferença é que o The Reason of Your Conviction era um álbum conceitual, tinha um clima mais tenso, as letras eram mais &#8220;pesadas&#8221;. Nesse álbum novo isso também mudou. A gente colocou nas letras mensagens positivas. Deixamos as nossas influências fluírem, sem se prender em &#8220;ah, vamos fazer pesado&#8221;, simplesmente deixamos fluir.</p>
<p><strong>RockBox &#8211;  E esses 4 meses, que parecem pouco tempo, influenciaram positivamente no processo todo, fazendo com que a banda lançasse um material com essa energia atual, da formação nova?</strong></p>
<p>Humberto Sobrinho &#8211;  Sim, sim. Conforme o Fábio falou, estava todo mundo junto. Isso por si só já dá velocidade a todo o processo. Como antes era cada um em um lugar e cada um dependendo do outro, era mais complicado.</p>
<p>Aquiles Priester &#8211; Antes também tinha uma coisa que era engraçada. A gente fazia as coisas por etapas. O Mello e o Matinez faziam as coisas aqui, daí levavam pra São Paulo. Aí eu mexia um pouco. Depois levavam pra Mococa, o Fábio mexia um pouco&#8230;Então não tava todo mundo junto pra lapidar aquilo juntos e no final falar: &#8220;isso aqui representa o que todo mundo quer&#8221;.</p>
<p>Então dessa vez foi muito mais objetivo. A gente acabava as músicas e não tinha aquela coisa de &#8220;ah, essa parte aqui tá estranha&#8221;. Quando gravamos elas era porque já estavam muito definidas. Antes a gente gravava as músicas mas não estava mais ouvindo elas. Depois de gravar todas a gente voltava a mexer na primeira música. Aí a gente tinha uma visão um pouco mais fria.</p>
<p>Fábio &#8211; E quatro meses podem parecer pouco. Mas foram quatro meses mesmo, inteiros, seguidos, trabalhando desde a hora que acordava até a hora de dormir, só trabalhando no disco, todo mundo, sem final de semana nem nada. Talvez nos 3 anos do disco anterior tenhamos trabalhado menos do que nesse disco, porque foram quatro meses intensos.</p>
<p><strong>RockBox &#8211;  O trabalho de vocês com o Angra também influenciava nisso, não? O tempo era dividido entre duas bandas.</strong></p>
<p>Aquiles: Sim. E naquela época também os integrantes não estavam trabalhando somente com bandas&#8230;</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Workshops, aulas?</strong></p>
<p>Aquiles: Não, outros empregos mesmo!</p>
<p><strong>RockBox &#8211; &#8220;Jobs&#8221;?</strong></p>
<p>Risos</p>
<p>Aquiles &#8211;  Exatamente! A gente tinha outros trabalhos paralelamente à banda.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Ainda sobre o Infallible, alguns fãs comentam que o álbum é muito leve ou que tenha muitas baladas. Como vocês recebem isso?</strong></p>
<p>Humberto &#8211;  Como você disse: alguns. Acho que a maioria captou o que a gente queria passar. Música honesta, verdadeira. Sem se preocupar com um estilo B ou C, contanto que fosse música boa.</p>
<p>Aquiles &#8211; O álbum tem duas baladas. Eu acho que o fã de metal é exigente demais, então ele às vezes, associa a música de uma banda de metal a distorção. Nós temos músicas que chamam de baladas porque não tem guitarra distorcida ou pedal duplo, mas é uma música extremamente progressiva.</p>
<p>Mas esse tipo de coisa a gente acha legal, mostra que a banda está tendo algum significado. Ia ser muito ruim se a gente lançasse um disco e ninguém falasse nada dele. A gente prefere que as pessoas falem.</p>
<p>Eduardo Martinez &#8211;  Eu ouvi isso agora, pela primeira vez. Nós temos um show acústico. Sem distorção em nenhum momento. Essas músicas poderiam facilmente ter esse aspecto musical, com esse processo de rearranjar músicas pesadas e de compor no violão também, e depois agregar distorção e as levadas características. Então as músicas sempre podem ter mais de uma versão. A gente encontrou algumas músicas que nasceram acústicam e ficaram um pouco mais elétricas. Quem tem visto o show acústico tem entendido.</p>
<p>Fábio &#8211;  E o processo mais rotineiro de se compor é com o violão. Uma música nasce como uma balada, com uma boa melodia e harmonia. Depois que vai se colocar distorção, pedal duplo, milhões de notas e andamentos. A música tem que ser boa na essência. Talvez seja isso que as pessoas que &#8220;reclamam&#8221; não percebam. Se tirar tudo o que tiver de compressão, distorção e tudo mais, ainda vai ser uma música boa.</p>
<p>Humberto &#8211;  Ninguém consegue agradar 100%, mas se a maioria gostou, então acho que fizemos a coisa certa. Seria ruim se fosse o inverso. Aí teríamos feito um disco ruim.</p>
<p>Aquiles &#8211;  Mas vocês vão ver que ao vivo as músicas soam muito pesadas. E uma preocupação grande que a gente tem é com a qualidade da performance ao vivo. A gente não grava nada que não dê pra fazer ao vivo. A gente procura não encher de arranjo, um monte de voz, pra que quando a gente toque a música não soe &#8220;pequena&#8221;. Nossa ideia é ser uma banda de estúdio que seja boa ao vivo.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Isso foi possível notar durante a passagem de som. A banda reproduz exatamente o que está no CD.</strong></p>
<p>Humberto &#8211; Sim. A pessoa que compra o disco quer ouvir ao vivo exatamente aquilo que ela ouve no disco. E nós temos muita preocupação com isso.</p>
<p>Martinez &#8211;  O Humberto é muito responsável por isso, porque ele consegue interpretar esse tipo de música de uma maneira que a gente se sinta bem. Passa bem nos andamentos lentos, tem a voz que a gente queria pra fazer esse tipo de música.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; O Humberto é natural de Recife e a banda tem membros de vários lugares. Onde é que vocês estão residindo no momento?</strong></p>
<p>Aquiles &#8211;  Dentro de um ônibius! A nossa casa é um ônibus!</p>
<p>Risos gerais</p>
<p><strong>RockBox &#8211;  Como foi a entrada do Humberto, a escolha definitiva?</strong></p>
<p>Nando Mello &#8211; Foi fácil e foi difícil. Depende do ponto de vista. Difícil porque eu tive que ouvir 147 pessoas que mandaram material pro nosso e-mail e foi complicado. Em compensação, quando o Humberto mandou o material dele, tive certeza quase absoluta de que a única dificuldade que teríamos seria a de conhecê-lo pessoalmente. Um &#8220;louco&#8221; que morava em Manaus, querendo entrar em uma banda em que dois moram em São Paulo e dois moram no Rio Grande do Sul. Mas ele provou ser esse &#8220;louco&#8221; e está aí, como a melhor escolha, muito acima dos outros 146 que nos enviaram materiais.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Infallible teve várias participações. O que não era comum nos álbuns anteriores da Hangar. Uma dessas participações  é do Roupa Nova, o que era inimaginável até então. Como foi o convite?</strong></p>
<p><strong>Nota: Em Infallible a Hangar gravou &#8220;Mais uma vez&#8221; de Renato Russo, com participações vocais da banda Roupa Nova.</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; Quando a gente gravou um show acústico em São Paulo, a gente tinha pensado em chamar o batera deles, o Serginho Herval, pra cantar uma música (essa que eles participaram agora) Devido à agenda não deu certo. Mas a gente começou a tocar aquela música ali ao vivo, em todos os acústicos, porque tinha a ver com o momento da banda. E quando a gente foi escolher um cover pra gravar, pensamos nessa música e foi meio que unânime. É uma música legal porque tem uma mensagem boa.</p>
<p>Tinha a ver com a gente. A gente chegou a um ponto de a banda passar de um projeto de dois integrantes de uma outra banda a uma banda que quando lançou The Reason Of Your Conviction entrou em todas as votações de melhores do ano, melhor banda, melhor disco, melhor show, melhores instrumentistas&#8230;A gente viu ali que poderia tentar uma coisa diferente dessa vez. Enquanto a gente estava fazendo aquela música, teve aquele insight e eu entrei em contato com o Serginho e ele falou:</p>
<p>&#8220;Olha, nós não costumamos fazer participações individuais. Só a banda inteira. Eu posso levar pros caras ouvirem, se eles acharem que é legal, a gente grava. Se não, desculpem, mas não posso quebrar uma regra da banda&#8221;.</p>
<p>Felizmente eles gostaram demais. E essa foi a primeira música que a gente finalizou, pra poder mandar pros caras. Aí eles gravaram as vozes e aí acompanharam um pouco a mixagem, mandava pra eles&#8230;Eles opinavam:&#8221;pô, quem sabe não faz isso na guitarra, coloca isso na batera&#8221;&#8230;Então eles tiveram uma participação na mixagem dessa música. A gente fez com que ficasse bem do agrado deles.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; No site da Hangar aparece um novo selo (Dynamo). A Hangar ainda trabalha com a Spiritual Beast? A Dynamo lança os materiais no Brasil?</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; Ainda trabalhamos com a Spiritual Beast (Japão). A Dynamo é brasileira. E no dia 30 de abril o álbum sai na Europa pela Mig Music, que é uma subdivisão da SPV Records.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Na opinião de vocês a cena metal atual tem evoluído ou decaído? E para a Hangar, como vão as coisas?</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; Eu acho que as pessoas estão mais seletas, inteligentes. Elas não caem mais naquela velha e boa pegadinha da banda que faz um bom disco, mas que é ruim ao vivo. As pessoas acabam gostando mesmo é de música boa. Como é que você explica num mesmo dia, dois shows de bandas grandes aqui, como Dream Theater e Guns N&#8217; Roses, os dois muito bem de público?</p>
<p>Significa que as pessoas vão onde acham que vale a pena. Então nosso objetivo com esse disco é proporcionar isso&#8230;Logicamente tivemos uma quebra de força quando tivemos que mudar de formação antes de fazer esse disco, mas no disco anterior não tínhamos a estrutura pra fazer shows que temos hoje. É uma estrutura inteiramente nossa, a gente não depende de ninguém pra fazer um show hoje. Com certeza essa vai ser a tour que a banda mais vai tocar. A gente vai querer realmente que as pessoas vejam o poder da banda ao vivo, pra expor a banda e pra mostrar bem as músicas do novo disco.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Quanto às datas: vocês tocam hoje aqui em Porto Alegre, amanhã em Ijui, e depois disso, há mais datas?</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; Já tem outras marcadas. Em maio a gente toca na Virada Cultural, junto com o Sepultura.</p>
<p>Fábio &#8211; Tem datas em SC também&#8230;Criciúma, Brusque&#8230;</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Planos de tour europeia e asiática?</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; Tudo depende de como vai ser a aceitação do nosso disco por lá. Fica muito mais fácil se você tem agenda na Europa e no Japão. Pra ir só pra um deles, às vezes, não vale à pena, financeiramente falando. Mas o legal é que essa gravadora nova, europeia, está acreditando muito na banda, gostaram muito do disco e estão injetando muita força na Hangar.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Que bandas da cena atual vocês gostam?</strong></p>
<p>Martinez &#8211; Eu tenho tocado muito Freakeys pra ver se eu lembro das músicas, ultimamente.</p>
<p>Fábio &#8211; Eu tenho ouvido Stuck Mojo, Haunted&#8230;</p>
<p>Aquiles &#8211; Eu ouço muito Porcupine Tree, ultimamente.</p>
<p>Fábio &#8211; Fora do metal também gosto de muita coisa. Mars Volta, por exemplo. Perfect Circle, Chroma Key&#8230;</p>
<p>Nando &#8211; Firewind, gosto bastante.</p>
<p>Aquiles &#8211; Tem uma banda nova, de São Paulo, que as pessoas vão ouvir falar muito rápido. O nome é Melhor Não Misturar as Coisas.</p>
<p>Risos gerais por parte de todos</p>
<p>Aquiles &#8211; Sério, é uma loucura! Os caras cantam em português, inglês, japonês&#8230;E vários estilos&#8230;É loucura! Guardem esse nome!</p>
<p><strong>RockBox &#8211; E o show dessa noite? Vocês tem percebido alguma movimentação dos fãs de Porto Alegre?</strong></p>
<p>Aquiles &#8211; A gente quer ver daqui a pouco!</p>
<p>Risos</p>
<p>Nando &#8211; Se tivesse perguntando sobre Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, já saberíamos responder, mas aqui na &#8220;Pátria Mãe&#8221; não sabemos nada ainda.</p>
<p>Aquiles &#8211; A gente até resolveu fazer o primeiro show dessa tour nova no lugar onde a gente ficava maior parte do tempo ensaiando. Porque a gente ficava muito tempo só ensaiando aqui em Porto Alegre, sem show. Então é legal começar aqui, com estrutura nova, ônibus novo&#8230;Uma forma de nos aproximar um pouco mais dos gaúchos. Porque somos uma banda gaúcha e fazemos sempre questão de falar que somos. A banda começou num quartinho lá no Parque dos Maias. Passamos muitos anos ali. Tudo que acontece hoje, já pensávamos naquela época. Só achávamos que ia ser um pouco mais rápido.</p>
<p>Nando &#8211; Tem bandas que tocam só em um local, e já têm seu público, e aí acaba ficando confortável demais, tanto que elas acabam nem saindo daquele lugar. Nós estamos fazendo o caminho inverso: temos tocado bastante fora, sabemos o público que temos fora daqui, e agora vamos testar hoje se esse trabalho está surtindo efeito.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Pra encerrar: Humberto, como está sendo pra você a recepção do público e essa experiência de assumir os vocais da Hangar?</strong></p>
<p>Humberto &#8211; O Hangar é uma banda de fãs hiper apaixonados. Estou sendo muito bem recebido, tanto por quem já me conhecia de bandas anteriores quanto por quem não me conhecia. Eu estou super feliz com isso. Quando você entra numa banda, você entra pisando em ovos, pela questão do público, que são pessoas exigentes. O público de metal hoje é bem seleto, preocupado com a questão da qualidade. E eu tenho sido muito bem recebido. Fico super feliz, acho que nada melhor do que ver as pessoas apoiando aquilo que você está fazendo. É um sinal de reconhecimento muito grande pra mim.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Links:</span></strong></p>
<p><strong><a title="Hangar" href="http://www.hangar.mus.br" target="_blank">Site Oficial</a></strong></p>
<p><strong><a title="Hangar Youtube" href="http://www.youtube.com/user/hangarofficial" target="_blank">Canal da Hangar no Youtube</a></strong></p>
<p>Por: Murilo Bittencourt<br />
Foto: Bárbara Sudbrack</p>
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		<title>Entrevista Exclusiva com Andre Matos Pós RockBox Festival II</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 21:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Andre Matos]]></category>
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		<description><![CDATA[Após o RockBox Festival II a equipe do RockBox teve uma conversa com Andre Matos, que mostrou-se muito prestativo. Andre falou a respeito de seu novo trabalho, turnês, indústria fonográfica e heavy metal em geral e até sobre boatos que correm pela internet, mantendo sempre o bom humor. Confira!]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>Após o RockBox Festival II a equipe do RockBox teve uma conversa com Andre  Matos, que mostrou-se muito prestativo. Andre falou a respeito de seu novo trabalho, turnês, indústria fonográfica e heavy metal em geral e até sobre boatos que correm pela internet, mantendo sempre o bom humor. Confira!</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Para iniciar, gostaria de lhe perguntar sobre essa saída em carreira solo. Como surgiu a idéia, depois daquele final do Shaman no ano passado, e como foi decidir que seria uma banda com o seu nome?</strong></p>
<p>Andre Matos &#8211; Na verdade é uma coisa que já vinha sendo pensada há muito tempo, mas nunca aconteceu uma oportunidade. Eu sempre fui questionado sobre porque eu não lançava um disco solo, mesmo enquanto eu estava nas outras bandas, mas nunca achei que fosse hora pra isso, nunca senti necessidade de que acontecesse naquele momento. Com o fim do Shaman, eu parei pra pensar que não valeria a pena montar uma nova banda. Afinal de contas, eu tinha participado de três bandas importantes, e fazer mais uma, criar um novo nome e fazer esse nome entrar na cabeça das pessoas não seria meu objetivo, não faria muito sentido. Aí eu comecei a pensar nessa história de ser sempre questionado sobre a carreira solo&#8230; Claro que foi uma decisão demorada, difícil de se tomar, mas não era uma coisa que eu imaginava que ia acontecer tão cedo, mas ao mesmo tempo eu entendo que foi na hora certa. Hoje, depois de um tempo que passou, eu posso garantir que ter uma banda solo, às vezes é até melhor do que ter uma banda na forma tradicional. É isso que a gente vem experimentando nessa banda aqui, que apesar de levar o meu nome, é uma banda de verdade, todo mundo participa do mesmo jeito, compõe junto, dá opinião junto, acho que todos ficam bem à vontade pra atuar dentro da banda. A gente vive um clima bem harmônico, tranquilo e saudável dentro dessa banda.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Essa questão da participação era exatamente a próxima pergunta. Trabalhando há tanto tempo, pelo menos com o Luís, mesmo com a carreira solo, continua a participação de todos em composição, decisões&#8230;?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Sem dúvida! Tudo é feito de uma forma bem coletiva, democrática. Não existe chefe, não existe imposição de nada, porque eu entendo que eu preciso deles da mesma forma que eles precisam de mim, então, evidentemente a coisa fica mais delineada no sentido de que eu sou a figura que encabeça o projeto e que vai ser o porta-voz, mas isso por um lado é bom pros outros membros, porque de uma certa maneira, tira do ombro deles uma responsabilidade e eles podem se dedicar mais àquilo que eles estão aí pra fazer mesmo, que é a parte musical, que cada um sabe fazer. É uma distribuição de tarefas que acaba dando certo. Eu pretendo sempre ser muito aberto a diálogos, discussões, críticas, sugestões. Como falei no começo, a idéia não é agir como chefe, mas que haja uma cooperação entre todos. Pra isso, de uma certa maneira, até me espelhei no que foi a carreira do Ozzy. Ele sempre teve músicos de muito destaque nas bandas que formou, que compuseram junto e que tiveram brilho próprio independentemente do vocalista. E isso acho importante porque acaba sendo um time que joga junto. Eu me sentiria muito pior se não fosse dessa maneira. Eu de um lado e os músicos de outro&#8230;Isso eu nunca quero ter.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="andre-rbf-ii-entrevista-1" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/andre-rbf-ii-entrevista-1.jpg" alt="andre-rbf-ii-entrevista-1" width="320" height="240" /></p>
<p><strong>RockBox &#8211; Sobre as mudanças musicais na sua carreira. O Viper era mais tradicional, o Angra foi sempre chamado de &#8220;metal melódico&#8221;, o Shaman chegou até a ser chamado de &#8220;mystic metal&#8221;. No Time to be Free, diria que está fazendo o que?</strong></p>
<p>Andre &#8211; É a mistura disso tudo! A idéia do disco é exatamente englobar todas as minhas raízes, meus trabalhos anteriores. Foi uma coisa muito trabalhosa, conseguir juntar tudo isso em um lugar só, ainda de uma maneira que soe moderno, atual, apontando pro futuro, olhando pra frente.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Uma coisa interessante que foi falada ali em cima do palco: você agradeceu as pessoas que mesmo sem poderem adquirir o Time to be Free (recém lançado no Brasil) fizeram o download e vieram ao show conhecendo as músicas. Qual a sua opinião sobre o mp3 e sobre a indústria fonográfica atual? Acredita que ela vá acabar (pelo menos dessa forma que conhecemos hoje), visto que temos inclusive artistas bem grandes, como o Kiss e o Judas Priest reclamando do dano causado às gravadoras?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Não, acho que o que é autêntico, o que é verdadeiro, não morre, não acaba. Quando surgiu o VHS disseram que o cinema ia acabar. Não acabou! (risos)<br />
O legal disso é que a gente acaba ficando com os fãs de verdade. Existem os fãs e os curiosos. Os curiosos só baixam o CD, os fãs baixam e depois compram, completam coleção. De qualquer maneira, é uma forma de divulgação do seu trabalho, mas o fã quer ter o encarte, guardar aquele material pra si. </p>
<p><strong>RockBox &#8211; Qual é a sua relação com os fãs gauchos, com Porto Alegre e até mesmo com o Bar Opinião?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Porto Alegre é uma cidade pela qual eu tenho muito carinho, nós somos sempre muito bem recebidos por aqui, e é também uma cidade muito marcante pra nós, porque sempre algo começa ou termina por aqui! Com o Shaman, a turnê do Ritual começou aqui, na mesma situação de hoje, com o album ainda não lançado, depois, no ano seguinte, voltamos e a casa estava cheia. No ano passado também, fizemos o último show com o Shaman aqui no Bar Opinião. <br />
E Porto Alegre é uma cidade que eu gosto muito, me identifico muito e com certeza é uma das cidades em que eu moraria. Conheci Porto Alegre ainda bem jovem, depois voltei várias vezes, já trabalhando com a música.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; E os fãs de fora, são muito diferentes dos fãs daqui? As bandas de fora dizem que &#8220;o brasileiro é caloroso&#8221;. Como é a recepção em outros países, até no Japão, onde vocês estiveram agora?</strong></p>
<p>Andre &#8211; A recepção é boa, mas é diferente mesmo, eles são mais moderados. No Japão, principalmente, eles são muito educados, têm hora pra tudo. Hora pra aplaudir, hora pra gritar. E eles tem um respeito enorme por você, pelo seu trabalho. Lá se o cara é seu fã, ele te defende incondicionalmente. Por isso eu tenho muita admiração pelo japonês. Tivemos uma ótima experiência no Japão, agora dessa vez, nos apresentamos para 20.000 pessoas, ao lado do Marylin Manson, inclusive, em Tokyo. </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-118" title="andre-rbf-ii-entrevista-2" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/andre-rbf-ii-entrevista-2.jpg" alt="andre-rbf-ii-entrevista-2" width="320" height="240" /></p>
<p><strong>RockBox &#8211; Recentemente nós conversávamos sobre a evolução do metal, sobre bandas que foram crucificadas quando apresentaram um estilo novo e que hoje são consagradas. Existem bandas hoje apostando em um metal moderno. Há bandas entre essas mais modernas que você curta? Tipo..Soilwork, por exemplo&#8230;?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Sim, eu gosto de Soilwork! Gosto de Evergrey também! Deixa eu ver&#8230;gosto do Rammstein&#8230;<br />
O que aborrece são as bandas que querem continuar fazendo o que já deu certo quando foi feito, só pra ficar com uma fatia do bolo&#8230;</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Sim, o mesmo album sendo lançado por várias bandas. O que é, em muito, culpa sua!</strong></p>
<p>(risos gerais, novamente)</p>
<p>Andre &#8211; Ah sim, eu entendo&#8230;Mas é assim mesmo. <br />
O que é chato é o fato de as bandas se repetirem, não criarem. Eu acho que ninguém deveria formar banda pensando em dinheiro, pensando em sucesso, em fazer turnê mundial. A música e o sentimento vêm em primeiro lugar. Você tem que pensar naquilo que você quer passar para as pessoas, naquilo que você acredita e quer seguir. </p>
<p><strong>RockBox &#8211; A gente sabe que Orkut e internet em geral são canais de troca de informação que muitas vezes são mal utilizados, correm muitos boatos por aí. Um deles, que nos chamou a atenção, é de que teria ocorrido uma reunião com você, ex-membros do Angra e empresários para decidir uma possível volta, mas que não foi acatada. Só boato, não é?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Sim, já me contaram essa história! <br />
(risos gerais)</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Já lhe contaram que você esteve nessa reunião, então?</strong></p>
<p>Andre &#8211; Já sim! Estive mas não estive&#8230;Internet tem muito disso, as pessoas inventam muito. Mas não aconteceu não, nem teria porque, estou me sentindo muito feliz com esse trabalho atual, em estar seguindo o que eu acredito, fazendo música com sentimento, com o coração.</p>
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		<title>Hibria: A Entrevista Definitiva</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 21:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[O RockBox publica orgulhosamente e com exclusividade a entrevista com a banda Hibria, concedida à revista norte-americana SnakePit, no ano passado. Em 34 questões, os músicos contam detalhes de toda a carreira da banda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>O RockBox publica orgulhosamente e com exclusividade a entrevista com a banda Hibria, concedida à revista norte-americana SnakePit, no ano passado.<br />
Em 34 questões, os músicos contam detalhes de toda a carreira da banda.</p>
<p><strong>1.Sabe-se que a banda foi formada em 1994. Vocês podem nos contar a história de como a banda se manteve junta e quanto tempo levou para encontrar as pessoas para completar o lineup? Todos os membros vieram de outras bandas? Vocês colocaram anúncios para conseguir membros para a banda?</strong> </p>
<p>Abel: O núcleo básico da Hibria nasceu em 1994, quando o Marco e eu começamos a compor algumas músicas juntos. Então o Marco chamou o seu colega de escola, Sávio, que tinha sua própria banda na época. Na verdade o convite foi feito a todos os membros da banda do Sávio, exceto o baixista&#8230;Então nós iniciamos uma banda chamada Malthusian. Mais tarde o vocalista foi substituído, bem como o guitarrista. O Diego era colega de escola do Sávio, e fez um teste, no qual foi reprovado. Depois de alguns meses, o guitarrista que ocupava o posto deixou a banda e nós resolvemos dar uma chance ao Diego. Quando o vocalista saiu, o nome do Iuri nos veio à mente. Poucos meses antes tínhamos feito um show com a banda dele (na época) e ele nos chamou a atenção pelos vocais e pela performance de palco. Então ele entrou para a banda e em 1997, nomeamos a banda de HIBRIA e lançamos nossa primeira demo.<br />
Uma coisa curiosa é que a demo foi gravada e até mesmo executada em público na nossa cidade, com o vocalista anterior. Quando ele saiu, antes do lançamento da demo, a voz foi substituída pela do Iuri e então o Metal Heart foi lançado oficialmente.</p>
<p><strong>2.Quais foram suas influências? Todos os membros compartilhavam um meio comum? Ou elas eram de alguma forma diferentes? Como isso moldou a banda, a respeito de suas primeiras composições?</strong></p>
<p>Iuri: O fato de nós dividirmos o mesmo meio musical, como você disse, facilitou para todos nós trabalharmos juntos. Nossas influências são basicamente Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Helloween, Malmsteen, Racer X, Manowar, Black Sabbath, Judas Priest, Dream Theater.<br />
Hoje em dia estamos ouvindo Soilwork, Children of Bodom, Arch Enemy, Synergy, Rage,Angra, Blind Guardian, Dio, Primal Fear, Grave Digger, Metallium.</p>
<p>Abel: As influências comuns foram as principais razões de nos unirmos e nos ajudou a descobrir que tipo de sentimentos gostaríamos de passar em nossas músicas.</p>
<p><strong>3.De onde veio esse nome um tanto quanto estranho, mas altamente único e quem deu a idéia?</strong></p>
<p>Iuri: Um dia nós tivemos um encontro para decidir o nome da banda, então nós começamos a pôr algumas idéias na mesa para ver qual seria melhor. Muitas possibilidades vieram, mas da lista do Marco veio aquele que começou muitas discussões&#8230; HIBRIA. Depois de discutirmos o uso do nome, nós decidimos pegar este e dar um significado de força, poder e respeito às individualidades&#8230;</p>
<p><strong>4.Qual era a visão original da banda? Vocês tinham bandas específicas em mente para tentar soar como tais, ou desenvolveram sua própria sonoridade conforme o tempo?</strong></p>
<p>Abel: Eu acho que nossas influências foram um caminho a seguir, mas durante as composições nós procuramos misturar elementos diferentes, balanceando nossas diferentes influências e as idéias de cada membro, sabe&#8230;</p>
<p>Iuri: A coisa mais importante é criar uma música que conduza nós e o público a bater cabeça. Nós tentamos imaginar isso, quando vamos para o estúdio e batemos cabeça, nós sabemos que a música está no caminho certo.</p>
<p><strong>5.Então, a Hibria começou oficialmente sua discografia com a demo &#8220;Metal Heart&#8221; em 1997. Expliquem para os leitores da Snakepit o que esse título significa para vocês, sobre como isso se relaciona com a maneira que vocês sentem a música e o metal em geral.</strong></p>
<p>Iuri: Nós escolhemos Metal Heart como título, primeiro de tudo, porque a mídia estava falando que o metal tinha morrido. Segundo porque nós usamos esse título para dizer que o que a mídia estava dizendo era besteira e na verdade o Heavy Metal estaria para sempre em nossos corações.<br />
E por ultimo, nós gostaríamos de mostrar para todo mundo que nós éramos uma banda de Heavy Metal, mesmo que nós estivéssemos no meio de um bombardeio contra esse estilo. Nós quisemos mostrar que a opinião da mídia não importava para nós.</p>
<p><strong>6.Quantas cópias dessa demo cassete foram feitas? Elas foram distribuídas para muitas gravadoras diferentes naquele tempo? E se foram, como foi a reação?</strong></p>
<p>Iuri: Eu não tenho certeza, mas acho que foram por volta de 450 demos e nossa intenção era propagar nossa música e o nosso nome para tentar ganhar contatos.<br />
Na verdade não foi mandado para muitas gravadoras naquela época, porque nós sentimos que precisávamos de mais experiência antes de lançar um álbum que poderia ser digno para os fãs de metal comprarem.</p>
<p>Abel: A reação foi ótima&#8230;Só uma banda na nossa cidade havia lançado uma demo-tape em papel colorido, tocando Heavy Metal. Pela primeira vez havia uma banda de Heavy Metal na cidade com vocais agudos, duas guitarras, influenciada principalmente pelo Heavy Metal dos anos 80’s, lançando uma demo com letras impressas no encarte e fazendo o que muitos caras procuravam assistir ao vivo&#8230;Isso saiu quando o estilo estava sendo dado por morto e não havia shows&#8230;</p>
<p><strong>7. Eu sei que “Stare at Yourself” foi utilizada no “Defying the Rules”. Alguma parte das três faixas daquela demo foi utilizada (&#8220;Throne of Glory&#8221;, &#8220;Masters of Fate&#8221; e &#8220;Draft&#8221;)?</strong></p>
<p>Iuri: .Não. Após voltarmos da Europa nós começamos outro estilo de composição e &#8220;Stare At Yourself&#8221; foi a única música que nós pensamos que poderia se ajustar ao álbum. Então nós demos a ela uma &#8220;nova cara&#8221; mudando algumas partes. Eu não vou mentir para você, nós tentamos ressuscitar algumas dessas músicas algumas vezes porque nós crescemos com elas, mas nós não tivemos sucesso fazendo isso&#8230;</p>
<p><strong>8.Após a demo ter circulado por um tempo, isso abriu algumas portas para vocês, em termos de ganharem shows e/ou interesse da gravadora? Quanto positivo foi o crescimento dos fãs?</strong></p>
<p>Iuri: Nós ganhamos muitos amigos leais que seguem a banda até os dias de hoje&#8230; Na verdade nós ganhamos alguns contatos para shows e essa era a nossa intenção. Naquele tempo poderia ser difícil conseguir o interesse de um selo, mesmo &#8220;Metal Heart” tendo uma ótima produção com um encarte muito legal e qualidade sonora. Eu acho que esse material foi muito valioso para os fãs de metal, porque nós fizemos uma coisa digna de se ter, eu quero dizer, nós pensamos como seria a satisfação de comprar uma fita de uma banda local, ler as letras e poder cantar as músicas nos shows, olhar as fotos e ler um texto inspirado nos valores do metal. Esse era nosso objetivo.</p>
<p><strong>9.Qualquer um que se considere um headbanger de verdade sabe que o Brasil tem sido um terreno fértil para bandas de metal nos últimos anos. <br />
O que vocês diriam que faz a Hibria sobressair nessa cena lotada? Quão bem vocês se dão com as outras bandas do seu gênero, e vocês excursionam pelo país com algumas delas?</strong></p>
<p>Iuri: Eu acho que esse conceito de tocar heavy metal, misturando o clássico melódico dos anos 80, a velocidade dos anos 90, e a técnica dos anos 2000 são a razão pela qual a Hibria tem ganhado seu espaço nas prateleiras e HD’s dos fãs de metal.</p>
<p>Marco: Nós temos contato com muitas bandas diferentes seguindo o mesmo estilo de metal, e temos dividido palcos com bandas de Death e Thrash também. Porém, nós não tivemos a oportunidade de excursionar pelo país com eles ainda.</p>
<p><strong>10. Como é a cena Metal ai? O público é extremamente fiel às bandas, ou eles são às vezes imprevisíveis como aqui nos Estados Unidos?</strong></p>
<p>Marco: Eu acredito que a cena Metal ganhe fãs todos os anos, mas perde parte deles também&#8230; Tem sido assim por anos&#8230; Atualmente, eu tenho a sensação que cada vez mais o público jovem está curtindo Heavy Metal e outros estilos como New Metal ou Punk Rock, tudo ao mesmo tempo&#8230; Eles seguem a tendência, mas começam a gostar de boas bandas de metal e eles curtem as duas por certo período de tempo. Depois de um tempo, eles tomam a decisão final, ou eles seguem a cena metal de perto ou a próxima tendência Pop.</p>
<p><strong>11.E sei que vocês tocaram fora do Brasil algumas vezes, incluindo a Bélgica e a Alemanha. Como vocês comparariam a atmosfera lá com a de quando estão tocando no Brasil?</strong></p>
<p>Iuri: A atmosfera é completamente diferente, mas ambas são ótimas. Na Alemanha por exemplo, os shows são lotados e lá algumas pessoas ficam batendo cabeça e outras curtindo o show mais concentradas, analisando e curtindo ao mesmo tempo. No Brasil, devido aos problemas financeiros, o pessoal tem que escolher o melhor show para ir, então eles não vão a todos.<br />
Mas todos os que vão ao show são caras malucos, batendo cabeça e curtindo como se fosse o último show de suas vidas!</p>
<p><strong>12.Eu sei que vocês saíram em turnê de divulgação da sua segunda demo, “Against the Faceless” (um título muito legal, diga-se de passagem!)&#8230;Pelo que entendo, a turnê estava planejada para 4 shows, mas acabou tendo quase 30 (!!). Como uma banda sem gravadora, naquela época, fez para viajar por metade da Europa e ainda sobreviver? Vocês devem ter algumas histórias interessantes sobre isso!</strong></p>
<p>Iuri: Nós podíamos agendar só quatro shows porque a maioria das pessoas na Europa na verdade não acreditavam que nós iríamos aparecer, eu acho!!! No ano antes de irmos para a Europa, fomos viver em um país desenvolvido, chegando com alguns dólares nos bolsos, mas com bons contatos&#8230; Nós trabalhamos em restaurantes e reformas, tudo para que fosse possível arrecadar dinheiro para permanecer na Europa por um mês, se tudo desse errado&#8230; Bem, com essas economias nós fomos para a Europa e começamos com os shows&#8230; Depois de cada concerto, muita gente começou a falar sobre eles para seus amigos, para outras bandas, e escreverem reviews na internet&#8230; Nós perguntávamos para algumas pessoas após os shows quem tinha os contatos e conselhos para a gente e muitos organizadores de shows nos convidavam para tocar de novo, algumas semanas depois&#8230; Muitas bandas com as quais nós tínhamos tocado nos convidavam para tocar de novo ou nos apresentavam para os organizadores, e no fim nós tocamos todos os finais de semana, durante os cinco meses que estivemos lá. Claro que temos muitas histórias interessantes&#8230; Uma delas aconteceu em nosso primeiro show, no primeiro acorde da música a força elétrica caiu e nós ficamos no escuro total. Após meia hora nós recomeçamos.</p>
<p><strong>13.Qual foi a reação nesses países e o que significou para vocês poderem tocar lá no começo da carreira da banda? Isso deve ter sido muito inspirador!</strong></p>
<p>Iuri: Claro que foi. Não tem como dizer o quanto foi ótimo irmos para o exterior e sentirmos as reações do público com uma banda nova e desconhecida. Na verdade nós tínhamos planejado a viagem 2 anos antes e nós tocávamos juntos desde 1997, e a amizade tornou as coisas mais fáceis.<br />
Marco: Eu acho que nós tivemos o momento de nossas vidas. Tudo que nós tínhamos era nossos instrumentos musicais e nossas mochilas com um destino certo, mas querendo ir em qualquer lugar que tivesse um palco, alguns PA´s e fãs de metal. Essa experiência contribuiu para uma influência notável em nossa música com os valores que nós aprendemos na estrada, com as pessoas e as bandas que nós encontramos.</p>
<p><strong>14.Como foram as reações para a demo de &#8220;Against the Faceless&#8221;? E vocês ganharam um pouco mais de exposição dessa vez por causa dela? Foi uma demo financiada por vocês? Houve algum interesse de outros países, ou foi principalmente no Brasil?</strong></p>
<p>Iuri: Sim, a demo &#8220;Agaist the Faceless&#8221; foi financiada por nós e na realidade nós gravamos e fomos para a Europa algumas semanas depois, então, eu acho que a exposição foi ótima porque nós fizemos muitos shows na Europa baseados nessa demo e pela primeira vez nós estávamos tentando conseguir um acordo com gravadora. Essa demo foi lançada também no Brasil quando a &#8220;Against the Faceless Demo Tour&#8221; acabou.</p>
<p>Marco: Nós não promovemos bem no Brasil porque quando nós retornamos da Europa , sentimos que estávamos em outra direção musical e não faria sentido continuar promovendo.</p>
<p><strong>15.Por que vocês decidiram não reutilizar a música &#8220;The Saga Will Begin&#8221;, dessa demo, se as outras duas faixas, (&#8220;High Speed Breakout&#8221;, &#8220;Faceless in Charge&#8221;) foram usadas no cd? Vocês acham que um dia todas as faixas demo não lançadas serão usadas? Talvez como faixa bônus de algum EP?</strong></p>
<p>Iuri: Nós quebramos nossas cabeças muitas vezes para fazer a música soar melhor no álbum, mas não conseguimos&#8230; High Speed teve uma versão totalmente diferente, apenas a parte instrumental permaneceu&#8230; The Faceless foi rearranjada com partes mais agressivas. Nós pensamos sobre esta questão algumas vezes, porque algumas músicas gravadas em demos foram muito boas no tempo que foram distribuídas, mas no presente nós temos que trabalhar coisas novas e deixar o material antigo para as pessoas que compraram naquela época&#8230;</p>
<p><strong>16.Então veio o single &#8220;Steel Lord On Wheels&#8221;, o qual foi disponibilizado apenas para os fãs de Porto Alegre. O que estava por trás da decisão de fazer desta maneira? Foi como um &#8220;presente&#8221; para os leais fãs da cidade natal, ou&#8230;?</strong></p>
<p>Iuri: Na verdade após &#8220;Against the Faceless&#8221;, que não teve uma grande promoção em Porto Alegre, nós decidimos mostrar para os fãs de nossa cidade um pouco de nossa nova direção musical. Muitos amigos perguntaram para nós sobre as composições nas ruas e nós pensamos que era a hora certa para expandir isso.</p>
<p><strong>17.Quando a banda de fato fechou com a Spiritual Beast Records para o lançamento de &#8220;Defying The Rules&#8221;? Vocês ficaram satisfeitos com o contrato? Tiveram outros selos que mostraram interesse na Hibria na época?</strong></p>
<p>Marco: A Spiritual Beast lançou pela primeira vez o DTR no mundo, mas eles são licenciados da Remedy. Antes de fechar acordo com a Remedy, nós estávamos para fechar com outra gravadora alemã&#8230;</p>
<p><strong>18.Então, agora que o DTR é licenciado pela Remedy? O álbum está tendo distribuição mundial? Para mais quantos álbuns é o contrato com a Remedy Records?</strong></p>
<p>Iuri: Sim, o DTR foi lançado em vários países, como Japão, Taiwan, Coréia do Sul, Europa, Brasil e EUA.</p>
<p><strong>19.O &#8220;Defying The Rules&#8221; foi produzido pela banda, correto? Então o Piet Sielck (Iron Savior, Savage Circus) foi quem mixou e masterizou. O que vocês acharam do resultado, e porque vocês escolheram ele para o trabalho?</strong></p>
<p>Iuri: Nós escolhemos o Piet porque ele tem um estilo cru de trabalhar. Nós realmente ficamos satisfeitos porque ele teve mente aberta para nossas opiniões. Todas as músicas foram mostradas para nós antes da versão final e ele seguiu muitos de nossos pedidos.</p>
<p>Marco: Eu contribuí na definição do conceito da música e mantive as idéias do Abel, Diego e Iuri nesse conceito nas sessões de composições, mas as músicas apenas foram terminadas quando todos nós estávamos satisfeitos com elas. No estúdio de gravação o Diego fez a maior parte da produção. Depois ele trabalhou com Piet na mixagem, avaliando os resultados e ficando certo de que a mixagem iria soar exatamente como imaginávamos.</p>
<p><strong>20.Eu citei que até muito pouco tempo atrás o line up da banda nunca havia mudado. Como vocês fizeram para manter o mesmo line up durante todo esse tempo? Foram suas influências em comum e objetivos fortes o suficiente para manter a banda unida todo esse tempo?</strong></p>
<p>Marco: Certamente ajudaram muito, mas o mais importante é o fato que todos nós somos igualmente responsáveis pelas realizações e erros da banda. Nós não estamos seguindo um líder ou um gênio criativo. Nós temos criado um ambiente onde nós deixamos nossos egos do lado de fora. Quando estamos juntos, nós somos um, Hibria, e os resultados são igualmente divididos.</p>
<p><strong>21.Então, em novembro de 2005, decidiu-se que o baterista original, Savio Sordi deixasse a banda. Quais foram as razões dessa saída? Vocês sentem que isso foi a única coisa que a banda poderia fazer nesse ponto da carreira?</strong></p>
<p>Marco: Nosso relacionamento não estava indo bem, então não tínhamos prazer em continuar tocando juntos por muitas horas.</p>
<p><strong>22.O debut mostra um diferente, alto nível de musicalidade que a maioria das bandas não apresentam nem com muitos anos de experiência. Seu baixo é tão energético e excitante de ouvir comparado a muitos baixistas de hoje em dia. Você pratica bastante, e quando você pratica, onde ou em quem você procura inspiração?</strong></p>
<p>Marco: Minha inspiração vem de baixistas como Steve Harris, Cliff Burton e Geezer Butler&#8230; Eu também gosto de ouvir músicos de estúdio como Stuart Ham ou qualquer outro que toque com guitarristas solo&#8230; Eu não pratico muito, mas quando o faço, faço de verdade. Eu tento me divertir e obter o que a música pede para um arranjo de baixo.</p>
<p><strong>23.Você usa palheta, ou os dedos apenas? Me fale sobre suas grandes influências e como os anos dourados do metal inspiraram você para o que você faz hoje&#8230;</strong></p>
<p>Marco: Eu toco apenas com os dedos, assim como os baixistas que me influenciaram&#8230; os baixistas dos anos dourados criaram o que o baixo de metal é. Eu simplesmente peguei o conceito de manter o baixo agressivo e preencho as músicas quando a guitarra ou a música pedem um solo de baixo&#8230; Eu adicionei um pouco de velocidade, e os caras me ajudam a encontrar onde estão os melhores pontos nas músicas para me unir a eles, ou botar algum solo.</p>
<p><strong>24.Os guitarristas Diego Kasper e Abel Camargo são dois dos melhores guitarristas solo que eu já ouvi. Parece que o material que apresentam é tão intenso e insano que eu não acredito que eles poderiam tocar isso ao vivo. Sua química é rara. Desde Becker/Friedman e Gilbert/Boullet não ouvia uma dupla de guitarras como essa.<br />
Você sente que eles têm algo especial juntos, quando você toca ao vivo?</strong></p>
<p>Marco: Eu diria que não é apenas quando eles estão tocando ao vivo, mas também quando estão compondo&#8230; Eles contribuem de maneira entusiástica para deixar as idéias, os solos e arranjos do outro melhores. Tudo faz parte desse ambiente de destruição de egos que nós criamos para a Hibria&#8230; Sugestões ou melhorias não são encaradas como uma intromissão ou comentário destrutivo, é tudo para deixar as músicas melhores e ter mais prazer trabalhando juntos&#8230;</p>
<p><strong>25. É reconhecido que a maioria das músicas do DTR oferecem ao ouvinte muito mais do que velho estilo de composição “verso/refrão/verso/refrão/”, o qual tende a ficar chato rapidamente. As quebras e mudanças de andamento são o que eu sinto que fazem a Hibria tão única! É intencional compor dessa maneira, ou isso acontece naturalmente? Vocês estão cansados desse estilo de composição “verso/refrão/verso/refrão/”?</strong></p>
<p>Iuri: Na verdade nós tentamos imaginar o sentimento de tocar essas músicas ao vivo. Toda a estrutura é decidida baseada nisso. Se nós não estamos batendo cabeça o bastante para machucar nossos pescoços, nós tentamos de novo até alcançarmos esse ponto. Nada contra o &#8220;verso/refrão/verso&#8221; porque nós fazemos isso às vezes também e têm muitas bandas que nós gostamos que usam essa fórmula e fazem um bom trabalho.</p>
<p>Marco: Eu não penso que seja algo intencional&#8230; Eu quero dizer, quando nós sentimos que essas repetições estão boas, ou que irá fazer experiência de audição mais intensa, nós usamos isso. Se não, nós tentamos diferentes caminhos, especialmente para desafiar a nós mesmos como músicos.<br />
As vezes nós tentamos juntar idéias que nós gostamos, mas elas são totalmente diferentes uma das outras e o resultado é que temos que criar muitas outras coisas no meio destas partes apenas para tê-las na mesma música&#8230; <br />
Mas eu acredito que estas sejam as partes mais prazerosas de nosso processo de composição, é como por um quebra-cabeças junto sem saber que imagem ele deveria ter. Primeiramente nós pensamos que os fãs de metal não iriam gostar, mas após o lançamento nós soubemos que foi exatamente do que a maioria das pessoas gostou no álbum.</p>
<p><strong>26. Eu soube que você escreveu quase todas as letras do DTR. Isso porque o resto da banda se sente mais confortável dessa forma, ou porque você preferiria escrever todas as letras para obter um ponto exato através da história das músicas?</strong></p>
<p>Marco: Eu acho que as duas razões são corretas&#8230;Eles deixaram isso para mim desde que nós começamos a banda, todos, exceto o Sávio e eventualmente o Diego, tentaram vir com alguma coisa&#8230;Talvez eu tenha essa incumbência, porque eles sabiam que eu tinha uma história e que eu iria incluir as idéias que eles acreditam ser importantes para serem expressas pela banda&#8230;</p>
<p>Iuri: Quando nós decidimos escrever a saga do Master Of Fate, todos deram idéias para criar os componentes e depois colorar no papel as idéias para cada música. O Marco já tinha boa parte da história na cabeça, e com nossos “ingredientes” ele escreveu quase todas as letras.</p>
<p><strong>27. A estória do “DTR” é muito legal e bastante velha guarda. Quem apareceu com essa idéia? A estória tem um significado específico para vocês? Para mim parece o seguinte: “Nós devemos nos levantar contra o poder dominador e permanecer verdadeiros para nós mesmos aconteça o que acontecer!”, seria correto afirmar isto?</strong></p>
<p>Iuri: Basicamente, sim!! O sentido da estória é “lute junto com seus companheiros pelas coisas que vocês querem, nunca desistam e não sigam o caminho traçado pelos outros”. E a união/parceria contada na estória e nas músicas realmente aparece nos shows, onde o público tem a oportunidade de liberar toda a sua ira interior, energia e gritar mais alto. Quando nós percebemos isso nos shows, sabemos que a nossa mensagem foi entendida.</p>
<p>Marco: Na realidade a estória tem três camadas/idéias. A primeira diz respeito à estória do Steel Lord, um corredor mercenário a serviço do império, que, uma vez trapaceado, decide se juntar aos rebeldes na sua corrida para chegar ao lugar que o Império não tinha poder, tornando-se senhor do seu destino. A segunda camada/idéia é relacionada à preparação mental e espiritual que alguém passa para desistir das velhas idéias até conseguir abraçar as novas, especialmente quando essas idéias são conflitantes. O terceiro plano/idéia é relacionado àquilo que você disse, e o que nós vivemos como banda até então foi a inspiração para os outras duas camadas/idéias. Nós temos lutado para encontrar nosso espaço e fazer do HIBRIA uma banda reconhecida, assim como ganhar a vida a partir disto. Mas, nós nunca tivemos dinheiro, ou uma gravadora de grande porte, empresários ou qualquer outro suporte desse tipo&#8230; Nós tivemos que fazer por nós mesmos. Enquanto isso nós vemos muitas bandas de Metal comprando espaço no mundo e promovendo a si mesmas que nem o McDonald’s faz com o Big Mac&#8230;Infelizmente, é isso o que o Metal está se tornando&#8230; Nós percebemos que para encontrar nosso espaço no mundo nós teríamos que destruir nossos egos, nos tornar apenas um e fazer alguma coisa, que, mesmo sem nenhuma promoção, mereceria a atenção dos fãs de Metal.</p>
<p><strong>28. Os desenhos conectam-se à estória. Foi uma decisão fácil trabalhar com desenhos de velha guarda aliados a um estilo mais moderno com o auxílio de computadores? Quem desenvolveu a temática dos desenhos?</strong></p>
<p>Iuri: Nós achamos uma idéia legal misturar os estilos, dessa forma pudemos atingir as duas escolas. Nós estávamos procurando alguém para reproduzir a idéia da estória do “DTR” e entramos em contato com o Daniel HDR que desenhou e a Sula que trabalhou com a colorização dos desenhos. Nós acreditamos que eles fizeram um grande trabalho juntos. Os desenhos foram desenvolvidos pela gente e o Daniel conseguiu o que queríamos e também compartilhou suas idéias.</p>
<p>Marco: Era claro para a gente que queríamos alguma coisa velha guarda, com desenhos feitos à mão baseados em estórias em quadrinhos. Os temas são baseados em algumas partes chave da estória. Na capa é o Steel Lord sendo caçado por um de seus antigos amigos Mercenários. A parte de trás é baseda na Hog Race, a competição que o Império criou para deixar as pessoas alienadas da realidade e do seu governo corrupto. As Hog Races são competições disputadas por Mercenários bem equipados contra pessoas fora-da-lei condenadas à pena de morte. A Hog Race era a chance deles prolongarem sua caminhada no corredor da morte. A multidão deleitava-se quando os condenados eram mortos nas Hog Races, mas eles nunca pensavam se o julgamento a que eles eram submetidos era justo nem mesmo se importavam em saber que crimes eles tinha cometido. Na realidade a maioria deles eram rebeldes contra o Império. Na parte de trás do encarte você tem o resultado da caçada da capa, quando Steel Lord juntou-se aos outros rebeldes e derrotou o mercenário que estava lhe perseguindo. Ainda, no topo do prédio você pode ver Mr. Faceless, o homem por trás dos governos e da corrupção assistindo a tudo.</p>
<p><strong>29.É muito incomum ouvir um vocalista brasileiro que não deixa trasnparecer seu sotaque enquanto está cantando. O Iuri tem um bom domínio da língua inglesa? E onde vocês encontraram um vocalista relativamente desconhecido como ele? Ele tem um talento extraordinário. Ele esteve em alguma outra banda antes de entrar para a Hibria?</strong></p>
<p>Abel: Nós encontramos o Iuri numa cidade vizinha quando sua banda (Manuscript, de Porto Alegre) iria abrir o show para a Hibria. Nós assistimos sua performance, semanas mais tarde, após nosso primeiro vocalista deixar a banda, nós o chamamos para um ensaio (ou teste). Iuri tem um bom conhecimento de inglês, mas não é perfeito. Após o Manuscript ele também entrou na Malefactor (de Porto Alegre também).</p>
<p>Marco: O Iuri fala inglês bem, mas eu acredito que sua pronúncia venha de quando ele costumava cantar músicas covers, então a maioria do seu aprendizado vem de cantar as canções que ele iria fazer covers e foi assim que ele aprendeu a pronúncia correta das palavras.</p>
<p><strong>30.Quais são os planos imediatos para a Hibria, fazer turnês, ou vocês estão concentrando mais em escrever materiais para um novo lançamento? Eu sei que eu adoraria ver vocês nos Eua, alguma chance se isso acontecer &#8211; talvez por alguns festivais&#8230;</strong></p>
<p>Iuri: Hoje em dia nós estamos mais focados em nosso novo álbum que nós pretendemos lançar no fim do ano. mas também é verdade que nós sempre estamos procurando por turnês futuras, porque isso é o que a gente mais gosta de fazer, mas nós não temos planos para agora. Ir fazer alguns shows nos Eua seria ótimo já que o &#8220;DTR&#8221; tem tido uma ótima resposta por aí. </p>
<p><strong>31.Para quando podemos esperar um álbum novo da Hibria? Vocês têm algum plano para um DVD ao vivo ou algo assim?</strong></p>
<p>Iuri: Nós estamos trabalhando duro no novo álbum e esperamos terminar as musicas em breve&#8230; Quanto ao DVD, não temos planos.</p>
<p><strong>32.O que os caras da Hibria escutam atualmente? <br />
É mais metal clássico?</strong></p>
<p>Iuri: É sempre bom ouvir os clássicos, mas atualmente estamos ouvindo Soilwork, Children of Bodom, Arch Enemy, Synergy, In Flames, Rage, Blind Guardian, Dio, Primal Fear, Racer X, Grave Digger, Metallium, Impelliteri, entre outros.</p>
<p><strong>33. O que vocês sentem que está errado na cena do metal atualmente? Vocês diriam que é o efeito &#8216;mainstream&#8217; empurrando lixo como Pop e New Metal goela abaixo nas pessoas? Quero dizer, há menos cobertura para o Metal de verdade do que para qualquer outro estilo de música eu diria&#8230;</strong></p>
<p>Marco: Definitivamente a mídia continuará dizendo o que as pessoas devem ouvir, entretanto eu vejo que a internet está causando uma grande revolução&#8230; As pessoas agora podem verificar por si mesmas, muito facilmente, bandas que amigos recomendam ou bandas que elas ouviram falar, a internet permite às pessoas curiosas, em questão de minutos, saber toda a história, as principais bandas da cena, permitindo a elas decidir por elas mesmas se gostam ou não.</p>
<p><strong>34.Se vocês tivessem que escolher cinco álbuns clássicos de metal para levar com vocês para uma viagem ao espaço por alguns anos, qual deles vocês escolheriam? (haha &#8211; vocês sabiam que eu ia perguntar isso, não sabiam?).</strong></p>
<p>Iuri: Eu estava certo sobre isso e fui tão a fundo nisso que vim preparado com mais de 5 álbuns: Megadeth &#8211; Rust in Peace, Judas Priest – Painkiller, Black Sabbath &#8211; Heaven and Hell, Blind Guardian &#8211; Imaginations from the other side, Metallica &#8211; Master of Puppets, Crimson Glory – Transcendence, Dream Theater – Awake, Iron Maiden &#8211; The Number of the Beast, Helloween &#8211; Keeper of the Seven Keys &#8211; Part II.</p>
<p>Marco: Na verdade nós fizemos essa eleição quando nós estávamos nos preparando para uma viagem (não em uma nave espacial) e nós já estamos prontos quando a questão (ou alguma viagem) aparece para nós.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-114" title="hibria" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/hibria.jpg" alt="hibria" width="400" height="300" /></p>
<p>Tradução: Bárbara Sudbrack, Murilo Bittencourt e Abel Camargo</p>
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		<title>Entrevista com Matanza: álbum novo e show em Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Dec 2006 01:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Bar Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Matanza]]></category>
		<category><![CDATA[porto alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[A banda mais encrenqueira do Brasil comenta, em entrevista exclusiva ao RockBox, seu momento atual e o mais recente lançamento "A Arte do Insulto".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Frockbox.com.br%2F2006%2F12%2F18%2Fentrevista-com-matanza-album-novo-e-show-em-porto-alegre%2F&amp;source=rockboxcombr&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>A banda mais encrenqueira do Brasil comenta, em entrevista exclusiva ao RockBox, seu momento atual e o mais recente lançamento &#8220;A Arte do Insulto&#8221;.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; O disco novo: tracem um paralelo entre o &#8220;A Arte do Insulto&#8221; e o &#8220;Música Para Beber e Brigar&#8221; e o &#8220;Santa Madre Cassino&#8221;.</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Disco novo com certeza é mais da mesma merda. A gente manteve a mesma equipe gravando, a mesma galera gravando, a gente gravou da mesma maneira, só ta aprendendo um pouquinho como é que faz a coisa melhor, mas a pilha é a mesma. Se eu te disser que tem diferença é mentira, o Matanza é uma banda de moral, de fazer a mesma coisa sempre.</p>
<p><strong>RB &#8211; É possível identificar no som do Matanza uma forte influência de Heavy Metal. Quando se fala em Matanza, se fala em mistura de Country e Hardcore. Mas no entanto, especialmente nesse disco, como, por exemplo, no riff seguinte ao refrão de &#8220;Ressaca Sem Fim&#8221;, que é algo pesadíssimo.</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-128" title="matanza-2006" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/matanza-2006.jpg" alt="matanza-2006" width="306" height="220" /></p>
<p>Donida &#8211; Seguinte: A gente começou a banda porque a gente inventou um som que era uma situação de fazer country sem neguinho tocar banjo, bandolin, sem tocar essa merda toda. Aí a gente encontrou Johnny Cash que fazia o Country igual Ramones fazia o Punk Rock: Três acordes, dois negocinhos ali e a melodia mandando no bagulho todo. Depois que a gente fez isso, a gente foi meio que agregando outras coisas, a gente foi passeanto ali pelo Psychobilly, passeando por outras paradas, mas na real é o som que a gente ta a fim de fazer. A gente é doente por metal cara! A gente só ouve parada extrema, horrorosa, neurose, que para os ouvidos do nosso amigo irlandês&#8230; (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Então faço questão de perguntar: E o Jimmy o que acha do Metal?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Meu irmão&#8230; é MEU PESADELO brother!!! Porque eu me amarro! Mas uma coisa é você se amarrar, outra coisa é você acordar, dormindo seis e meia da manhã, uma ressaca do caralho, os maluco nos hotel tocando Nile no 11!!! Insuportável brother! Me gerou um trauma isso&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Ainda sobre o disco novo: Durante um tempo muito se comentou sobre um cover do Motorhead que sairia no disco novo do Matanza&#8230;</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Isso na verdade foi que nós fizemos um programa pra MTV, o Covernation. A gente ficou amarradão de tocar as músicas, a gente gosta muito de Motorhead, foi muito legal, eles trocaram (N do RB &#8211; No programa China tocou guitarra e Donida tocou baixo) mas aí neguinho inventou uma pilha tipo: &#8220;Não, vai sair um disco cover do Motorhead que nem teve do Johnny Cash&#8221;. Mas, maluquice! Não saiu de lugar nenhum, a mídia que inventou&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Isso não procede então? Nem no site da banda?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Nunca teve nenhum papo com relação a isso.</p>
<p><strong>RB &#8211; Bah, foi algo que os fãs comentaram muito, pelo menos aqui em Porto Alegre.</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Na verdade até sei o que aconteceu, na época se cogitou fazer um DVD comemorativo &#8220;O Melhor do Covernation&#8221;, mas neguinho meio que ouviu isso em algum lugar e confundiu que ia ser um disco do Matanza. Mas não. Matanza fez um disco do Johnny Cash. O resto é merda de casa.</p>
<p><strong>RB &#8211; Certa vez o Jimmy disse em uma entrevista que só sabia falar de 3 coisas: Mulher, bebida e porrada. Mas nesse álbum o Matanza fala até de amor. Uma coisa, aliás, que me chamou a atenção na primeira audição do disco. &#8220;&#8230;sempre ao seu lado seu grande amor&#8221;! Como isso? &#8211; Pensei. &#8211; Matanza falando de amor? A idéia é essa, expandir a temática ou o Matanza é isso mesmo?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Pra você ver como neguinho na verdade tá enganado: A gente sempre falou de amor. <br />
(espanto)<br />
O nosso amor pelas mulheres, pela bebida e pela porrada!<br />
(risos)</p>
<p>Jimmy &#8211; Essa música é especial, é uma música que eu escrevi junto com ele, que é &#8220;Tempo Ruim&#8221;. Me amarro, foi até uma forçação de barra de minha parte, mas eu consegui fazer que a banda chegasse num clima ali que eu sempre quis chegar. Se alguém não gostou, pau no seu cu&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Bandas novas e o Rock atual. Bandas que vocês recomendam ou que não recomendam&#8230;E como vocês enxergam o rock hoje?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Bom, antes de mais nada o rock é que nem barata, vai ter o apocalipse e vai continuar tendo rock, é impressionante. Pode não estar em evidência, mas se você achar lá as brechas sempre vai ter as bandas maneiras. Pra falar a verdade daqui do sul a gente não conhece muita coisa nova não, a gente conhece mais da nossa área. Da nossa área tem uma banda que eu gosto muito chamada Super Hi-Fi. Inclusive eu mesmo to produzindo o disco dos caras. Banda que eu acho do caralho, Super Hi-Fi. Os malucos aqui (aponta pro China e pro Donida) tem uma banda chamada Enterro, thrash-black. Acho do caralho. Do caralho mesmo. De resto gosto do Nervoso, gosto do Monstros do Ula-Ula&#8230; </p>
<p><strong>RB &#8211; Como é a relação da banda com a internet? Na semana de lançamento o álbum estava todo disponível no site da MTV. Essa decisão partiu da banda ou da gravadora?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Na verdade a gente é bem vagabundo com esse dever de casa chamado internet, a gente poderia fazer isso bem melhor. Essa foi uma ação da gravadora, que, aliás faz ações bem legais, porque se deixar pela gente a gente não faz porra nenhuma, passa o dia todo trancado no bar e não faz nada&#8230;</p>
<p>Donida &#8211; É verdade, porque na verdade a gente demorou muito pra começar a fazer as coisas porque banda de bebum é foda&#8230; Mas agora que chega no momento de um quarto disco a gente tem que começar a tomar vergonha na cara.</p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês já conseguem viver do Matanza?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Sim, todos vivem do Matanza. A gente tem uma diversão legal, que até ajuda, eu produzo meus discos&#8230; O Fausto é técnico de som, trabalha muito, grava, produz&#8230; Mas a gente vem podendo viver disso finalmente.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-129" title="matanza-2006-2" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/matanza-2006-2.jpg" alt="matanza-2006-2" width="306" height="254" /></p>
<p><strong>RB &#8211; E como foi esse meio tempo até conseguir?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; É difícil pra caralho mesmo! Você tem que ter o sangue frio e se tocar que a banda tem um tempo de acontecer que independe das suas necessidades. Tipo, não é meu caso, mas &#8220;Ah, vou ter um filho&#8221; ou qualquer merda parecida, cuidar de apartamento&#8230; e a banda não tem nada a ver com isso, é uma sociedade! Então, rolou muita cerveja pra segurar a onda de neguinho e falar &#8220;meu irmão, faz suas paradas que aqui ta rolando e aqui vai rolar!&#8221;. Mas é difícil. Difícil pra caralho.</p>
<p><strong>RB &#8211; Que história é essa de a Rock Rocket e a Cachorro Grande roubam os pedais de vocês?</strong></p>
<p>Jimmy &#8211; Não é da gente não velho! Os malucos são ladrões mesmo! Os caras são meus amigos! As vezes eu fico botando pilha em neguinho pra não rolar um clima chato, sacou? Porque os caras tem esse lance de cleptomaníaco. Os caras são maneiros, são gente fina, galera, não é pra usar os caras! É uma doença, normal, tem que ser bem cuidado. Mas não deixe os caras sozinhos na sua casa que os caras podem roubar um pedal, uma parada&#8230; Acontece. Na boa. Meus melhores amigos, brother&#8230; Cleptomaníacos. Sacou? Uma doença complicada, tem que entender os caras. Especialmente Cachorro Grande. O Beto, meu irmão, o Beto é foda! Não pode deixar as paradas com o cara&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Uma palavra pros fãs gaúchos:</strong></p>
<p>Todos &#8211; PUTAQUEOPARIU PORTO ALEGREEEEEEEEEE!!!!&#8221;</p>
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		<title>Velhas Virgens: Entrevista Exclusiva com Paulão, após o show no 8 e 1/2 Bar</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Dec 2006 01:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
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Em mais uma visita descontraída a Porto Alegre, as Velhas Virgens nos concedem uma entrevista, falando sobre seus vinte anos de carreira.
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			</a>
		</div>
<p>Em mais uma visita descontraída a Porto Alegre, as Velhas Virgens nos concedem uma entrevista, falando sobre seus vinte anos de carreira.</p>
<div><strong>RB &#8211; O disco novo, Cubanajarra. Trace um paralelo para nós desse disco com os discos anteriores, os discos mais antigos das velhas e os discos mais recentes.</strong></div>
<p>Paulão &#8211; Não é difícil. A gente sempre foi muito tosco ao tocar, ao compor e ao fazer todas as coisas. Os dois primeiros discos são muito assim. E, curiosamente, foram os dois discos que fizeram o nosso nome como uma banda de Rock and Roll autêntica, falando de bebedeira e putaria. Aí a gente foi tentando achar uns outros caminhos porque a gente realmente queria tocar umas outras coisas. Eu acho que a gente fez grandes discos depois dos dois primeiros, mas aí já tocando um pouquinho melhor, com um pouco mais de estrutura no estúdio, só que a verdade é que a galera que já curtia a gente ficava sempre pedindo &#8220;Pooooorra! Mais putaria!! Mais putaria!! Mais bebedeira!!&#8221; (risos) E não é nenhuma vergonha dizer que a gente atendeu os pedidos dos fãs, e até os nossos também, e eu falei pros caras: &#8220;velho, vamos fazer um disco muito rápido pra gente não ficar com vontade de inventar! E vamos fazer um disco falando de rock and roll e bebedeira e tal!&#8221; Eu acho que de certa forma a gente volta aos dois primeiros discos, mas como com essa história de 20 anos tocando a gente aprendeu algumas coisas sobre estúdio e a até a fazer um pouco melhor aquela parada que a gente fazia meio tosca, até pode soar um pouquinho <br />
mais ajeitado mas ainda assim é um disco que volta aos dois primeiros e a gente está tocando seis canções do disco novo no show novo e as pessoas tem curtido pra caralho! Porra, bicho! Quem é que faz um disco novo e mete seis? Nem tocando no rádio os caras encaram! Eu estou feliz da vida e é um disco que volta as raízes da semi-tosquice e da putaria.</p>
<p><strong>RB &#8211; Parece um clichê perguntar isso e até é, mas qual a opinião da banda sobre o RS? Vocês costumam fazer turnês longas aqui, não?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Cara, não é bem assim&#8230; a gente faz muito isso de fazer bastante shows no Paraná, conseguimos entrar em Santa Catarina, mas aqui no Rio Grande do Sul a gente vem empurrando, entendeu? </p>
<p><strong>RB &#8211; Da outra vez vocês fizeram quatro show aqui, não é?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; É, mas demora quase dois anos pra voltar! A gente queria voltar de seis em seis meses. A gente fica muito feliz que o 8 e 1/2 abre espaço pra nós, apesar de ser um domingão né? Que é um dia meio complicado pra galera&#8230; Estamos tentando voltar até o fim do ano pra fazer um lançamento num lugar maior com mais bochincho&#8230; mas vou te falar um coisa que é foda: que aconteceu aqui e aconteceu em Caxias: A reação da galera é absurda, cara! Absurda! É absurdo tocar Rock and Roll no Rio Grande do Sul! Quem não veio não sabe o que é! As pessoas tem um tesão no som que você não vê em lugar nenhum no Brasil. A gente tem um esquema muito bom em São Paulo, afinal, a gente é de lá! Mas assim, é comparável mas acho que é maior, porque as pessoas curtem muito Rock and Roll aqui! E tem muita banda legal aqui no Rio Grande do Sul cara! Eu não sei qual a explicação e eu estou meio bêbado pra pensar nisso, mas a hora que você ta no palco, a vontade que você tem é de parar o show e dizer &#8220;Cara, como vocês são foda!&#8221;. O que a gente quer é tocar Rock and Roll. Nossa referência é o AC/DC. AC/DC você não acha uma balada. Acha blues. É uma puta referência pra nós&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Depois de 20 anos tocando, vocês fazem dois shows no mesmo dia, tem show nas próximas três noites e a gente não vê cansaço na banda. Qual a explicação pra isso? Além de cerveja, claro&#8230;</strong></p>
<p>Paulão &#8211; (risos) Acho que isso é o tesão da vida de todos nós né? E a gente não ta numa fase no Brasil como nos anos 80 que você forma uma banda de rock e vira superstar. Hoje não é mais assim, a gente tem que ralar e a gente não tem nenhum medo de ralar, entendeu?. A gente tem alguma vantagem sobre as bandas de Hard Rock brasileiras legais porque elas cantam em inglês e, queira ou não queira, as pessoas mal compreendem português e espanhol aqui, inglês ninguém entende, então cantar em português é uma puta vantagem nossa. E ao mesmo tempo a gente é uma banda&#8230; eu acho que é uma banda de Hard Rock, de Rock and Roll. Porque a maioria das bandas que cantam em português são muito modernosas, é muita Inglaterra na cabeça, é muito Franz Ferdinand na cabeça (risos), então no fim a gente acaba sendo uma banda meio diferenciada por fazer uma coisa muito simples e em português. E falar de coisas como beber e mulheres. Talvez seja isso que faz a gente fazer com tesão. Saímos de São Paulo pra fazer dois shows no mesmo dia, saímos de pau duro! Vamos tocar em Caxias e Porto Alegre, porque é uma honra pra nós.</p>
<p><strong>RB &#8211; Você falou de bandas agora. Quais as bandas que você gosta?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Cara, a gente respeita um monte de banda. A gente tocou em Chapecó há duas semanas com o Cachorro Grande que é uma banda da galera aqui do Sul que é uma puta banda legal pra caralho. A maioria das bandas que eu gosto e ouço hoje em dia são bandas independentes. Eu vou te falar algumas agora que você provavelmente nunca ouviu falar: Tem o Bando do Velho Jack, de Campo Grande, tem o Movidos a Alcool de Salvador, que os caras tão em São Paulo, tem uma banda de Sergipe que tá em São Paulo também que é o Rockassetes, Viúva Negra, que são amigos nossos de Jundiaí, tem o Cascadura, tem Pelebrói Não Sei&#8230; Puta que pariu, vou esquecer alguém&#8230; Bom, e aí tem Acústicos e Valvulados&#8230;</p>
<p>Cavalo (chegando no meio da conversa) &#8211; Tequila, Tequila Baby, Cachorro Grande&#8230;</p>
<p>Paulão &#8211; Cachorro já falei, caralho!</p>
<p>Cavalo &#8211; Tem a Graforréia Xilarmônica, que tá tocando em São Paulo esse fim de semana&#8230;</p>
<p>Paulão &#8211; Que tem a mesma idade que nós, aliás.</p>
<p>Um fã &#8211; Replicantes vocês conhecem?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-121" title="velhas-virgens-2006" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/velhas-virgens-2006.jpg" alt="velhas-virgens-2006" width="306" height="230" /></p>
<p>Paulão &#8211; Replicantes é lenda. Cara, o primeiro som dos Replicantes que tocou em São Paulo em 1986 eu era estagiário da 89fm que era uma rádio tipo a Ipanema aqui, eu era estagiário de programação. E olha que coisa louca, a gente ficava mandando fax para as gravadoras pedindo vinil, porque a rádio que ia ser a 89 era uma rádio de pancadão antes. Então a gente ficava mandando fax: &#8220;me manda todos os do Eagles&#8221;. &#8220;Me manda todos os do Yes&#8221;. E um amigo meu tinha um compacto dos Replicantes. E eu levei na rádio e disse &#8220;Meu, a gente tem que tocar isso aqui&#8221;. E o programador disse &#8220;E o que é?&#8221;. &#8220;Ìsso aqui é uma puta banda do sul, do caralho!&#8221;. Eles copiaram e foi a primeira rádio a tocar Replicantes em São Paulo e foi um compacto que fui eu que levei. Tenho puta orgulho disso. Não por ser do Rio Grande do Sul, mas por ser uma puta banda legal pra caralho. Com uma história do caralho. Wander é um puta cara talentoso&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; O Wander saiu da banda.</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Saiu de novo?</p>
<p><strong>RB &#8211; Sim, a Julia Barth vai assumir os vocais.</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Bom, não sei, não conheço&#8230; sei que eu vi um show dele com umas músicas meio em português meio em espanhol que era muito bom. Mas é puta influência. E a música que eu queria que eles tocassem era &#8220;Nicotina&#8221; e eles tocaram &#8220;Surfista Calhorda&#8221;. E é uma música que eu ainda quero fazer cover, &#8220;Nicotina&#8221;. Eu acho do caralho &#8220;Nicotina&#8221;.</p>
<p><strong>RB &#8211; Uma última pergunta, meio indiscreta&#8230;</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Se eu estou sem cueca? </p>
<p>(Gargalhadas)</p>
<p><strong>RB &#8211; Olha&#8230; não nos interessa&#8230; (risos) Bom, vocês tem 20 anos de banda&#8230;</strong></p>
<p>Paulão (olha pro Cavalo) &#8211; Quando fala vinte anos de banda pra introduzir é porque vai foder a gente&#8230; (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês já conseguem viver da banda? Já é possível viver do som que vocês fazem?</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Olha&#8230; tá empatando. A gente ainda tem trampos paralelos, mas assim, de dois anos pra cá, eu, por exemplo, já passei um ano sem fazer porra nenhuma só tocando. Aí agora quando a gente lançou o disco deu uma caída nos shows, não sei exatamente porque, e aí pintou um free-lance, que eu sou roteirista de televisão, acabei voltando pra TV, to fazendo um free-lance no Teleton no SBT, mas, em geral, estamos conseguindo viver da banda sim, velho. Temos que beber menos só. (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Que bom, cara. Muito sucesso pra vocês.</strong></p>
<p>Paulão &#8211; Obrigado pra caralho a vocês! Mas o principal agradecimento é tocar no Rio Grande do Sul!</p>
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		<title>Elvenking: Aydan fala sobre o lançamento do The Winter Wake e o momento atual da banda</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jun 2006 21:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Elvenking]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre Maio e Junho de 2006, o RockBox esteve em contato com Aydan, guitarrista do Elvenking, que nos contou um pouco sobre o momento atual da banda e seus derecionamentos, entre outros tópicos.]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>Entre Maio e Junho de 2006, o RockBox esteve em contato com Aydan, guitarrista do Elvenking, que nos contou um pouco sobre o momento atual da banda e seus direcionamentos,  entre outros tópicos.</p>
<p><strong>RB &#8211; Olá Aydan!<br />
Como ja sabemos, vocês recentemente fizeram uma turnê pela Europa.<br />
Por quais países o Elvenking tocou e com que bandas?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Olá Bárbara. Nós tocamos na Alemanha, Áustria, Hungria, Itália, Holanda e Bélgica. Tocamos com Jon Oliva´s Pain, o novo projeto do legendário frontman do Savatage, mas em algumas datas também tocamos com o Sonata Arctica, Doro e Crucified Barbara.</p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês têm planos de virem para a América do Sul com a turnê do The Winter Awake?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Infelizmente, até o momento não. É muito caro organizar uma turnê que atravesse o oceano, então eu acho que nós temos que trabalhar muito nisso primeiro.</p>
<p><strong>RB &#8211; O Elvenking é muito influenciado por folk music e pela cultura celta, mas também é uma banda melódica. O Elvenking é muito original, tem sua própria identidade. Como vocês decidiram essa temática para a banda?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Como você disse, nosso objetivo é criar uma música mais inovadora e pessoal possível. O que nós queremos é criar sentimentos e emoções nos ouvintes, trazê-los alguma coisa. Então se a gente sente necessidade de usar um folk melódico para criar o clima que nós procuramos para usar de outra maneira, nós procuramos por algo mais, como na música &#8220;Rouse your dream&#8221;, por exemplo.</p>
<p><strong>RB &#8211; As letras do Elvenking falam sobre paganismo e natureza. Quem escreve essas canções? Nós poderíamos dizer que o Elvenking é uma banda pagã? No que vocês acreditam?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Nem todas as letras falam sobre paganismo. Damangoras e eu escrevemos as letras. Especialmente no nosso primeiro álbum nós costumávamos escrever sobre isso, mas em &#8220;The Winter Wake&#8221; você encontra muitos outros assuntos. Especialmente sobre experiências internas e sentimentos, frequentemente nós usamos metáforas para esconder significados profundos, então vocês têm que ler nas entrelinhas.</p>
<p> </p>
<p><strong>RB &#8211; Todos os membros possuem nomes peculiares. Esses nomes foram adotados para a banda, certo? De onde surgiram esses nomes, e o que eles significam?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Nós decidimos usar apelidos quando formamos a banda, há muitos anos atrás. Nós não queríamos usar nossos nomes verdadeiros para termos um conceito total, nao apenas com a música.</p>
<p><strong>RB &#8211; E quanto a participação de Schmier(Destruction): Como foi feita a escolha de convidar ele para fazer uma participação especial, e por quê?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Nós chamamos ele porquê nós queríamos uma voz no estilo dele naquela parte. Tinha aquele verso que nós queríamos algo diferente, como uma voz de thrash metal, para contrastar com a melodia da segunda parte. Nós pensamos nele imediatamente porque ele é um dos melhores na região. Nós mandamos para ele a música e ele gostou muito. Foi muito atencioso e</p>
<p> profissional no seu trabalho.</p>
<p><strong>RB &#8211; Falando em Destruction&#8230; O que vocês escutam? Falando de metal e música em gereal.</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Bem, realmente muita coisa! Obviamente todos os tipos de metal, do hard rock ao black metal. Mas também outros tipos de música, clássica, folclórica e até pop, Tudo que é bom, basicamente.</p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês conhecem alguma banda de metal brasileira? Quais suas favoritas?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Sim, claro que conheço muitas bandas do Brasil! Minhas favoritas são Angra e Sepultura. Mas eu também me lembro do Viper. Foi a muito tempo atrás mas eles realmente eram inovadores para aquele tempo!</p>
<p><strong>RB &#8211; Fora da banda, vocês têm outros trabalhos extra-musicais? Como vocês fazem com seus trabalhos quando vocês viajam com o Elvenking?</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Sim nós temos outros trabalhos, porque nós não conseguimos viver somente da música. Mas o Elvenking é o nosso foco principal.</p>
<p><strong>RB &#8211; Para finalizar, uma mensagem aos fãs brasileiros:</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Fãs brasileiros devem ser os melhores do mundo. Especialmente agora que o &#8220;The Winter Wake&#8221; foi licenciado para o Brasil, nós estamos recebendo toneladas de e-mails e recados em nosso guestbook de fãs brasileiros nos</p>
<p> pedindo para tocar aí. Realmente esperamos que esse dia chegue logo!</p>
<p><strong>RB &#8211; Muito obrigado Aydan e nós esperamos te ver em breve no Brasil junto com o Elvenking!</strong></p>
<p>Aydan &#8211; Muito obrigado pela entrevista!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93" title="aydan" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/aydan.jpg" alt="aydan" width="301" height="450" /></p>
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		<title>Entrevista Exclusiva com Sascha Gerstner, guitarrista do Helloween</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Mar 2006 20:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Helloween]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia posterior ao show do Helloween em Porto Alegre, comparecemos ao hotel, como combinado com o Tour Manager da banda. O guitarrista Sascha Gerstner nos concedeu uma descontraída entrevista e pudemos ainda bater um papo com os irreverentes músicos do Helloween.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>No dia posterior ao show do Helloween em Porto Alegre, comparecemos ao hotel, como combinado com o Tour Manager da banda. O guitarrista Sascha Gerstner nos concedeu uma descontraída entrevista e pudemos ainda bater um papo com os irreverentes músicos do Helloween.</p>
<p><strong>RockBox &#8211; Nós podemos começar falando da noite passada, ok?</strong></p>
<p>Sascha Gerstner &#8211; Você escolhe&#8230;(risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; O que você tem a dizer sobre o show?  É o seu segundo show em Porto Alegre, certo?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sim.</p>
<p><strong>RB &#8211; Seu primeiro show com o Helloween foi aqui&#8230;</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sim.</p>
<p><strong>RB &#8211; Então compare para nós e diga como se sente sobre o show.</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Foi algo novo para mim, ver uma banda nova, e ver toda aquela aparelhagem&#8230;Então me lembra o primeiro show que eu fiz com a banda e&#8230;aliás, eu não fiz muitas coisas, eu estou ficando no meu canto, pois estou doente!! (risos)<br />
Mas eu estava bem feliz ao final do show! Não por causa da febre ou algo mais, porque eu estava muito doente! Eu só tentei não cair! <br />
Eu só pensava, a cada coisa que eu fazia: &#8220;não caia e não toque os acordes errados&#8221;!! (risos)<br />
<strong>RB &#8211; Uma coisa curiosa sobre as músicas escolhidas para o set list&#8230;Porque a banda decidiu tocar três músicas com mais de dez minutos??</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Só para provar a nós mesmos que nós poderíamos tocá-las ao vivo&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; E vocês o fizeram! (risos)</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Apenas por diversão, sabe? Mesmo que você esteja fazendo uma continuação do Keepers of the Seven Keys, é uma coisa legal tocar essas músicas longas e provar às pessoas que essa nova formação também pode tocá-las também!<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-83" title="helloween1" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/helloween1.gif" alt="helloween1" width="347" height="261" /><br />
<strong>RB &#8211; A idéia do Helloween ao decidir gravar um novo Keepers era de fazer um album como os antigos Keepers ou fazer algo novo?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; A idéia por trás disso era apenas ter o mesmo sentimento, com essa nova formação, sabe?<br />
Porque a banda não teve bons momentos antes, e agora somos uma banda novamente. Foi para provar que esta banda pode fazer um album como esse.</p>
<p><strong>RB &#8211; O Helloween está bem diferente. Na primeira vez que vimos o Helloween, em 2001, Havia um clima&#8230;assustador, estranho, no palco&#8230;alguma coisa estava errada, e envolvia a todos&#8230;</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sim, como também, às vezes, as pessoas pensam o que elas querem. Às vezes tudo está certo e as pessoas acham que está estranho. E às vezes está tudo errado e as pessoas ficam &#8220;ohhh ótimo!!&#8221;&#8230;qualquer coisa que você fizer, está errada.</p>
<p><strong>RB &#8211; E sobre ontem, o que você diz, estava tudo certo?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sim, apesar de eu estar doente, sim! (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Ontem pudemos ver um Helloween bem mais feliz. Você concorda??</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Definitivamente!! Isso possibilita longas turnês. Foi por isso que nós decidimos gravar um novo album. Foi como continuar e não copiar nada, sabe? Como era antes&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; E sobre a escolha do setlist&#8230;o Heloween sempre muda muda muito o setlist, e toca músicas que não costuma tocar, como A Tale That Wasn&#8217;t Right&#8230;</strong></p>
<p>Sacha &#8211; Hum&#8230;Mas acho que a banda tocou esta música por um bom tempo&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-84" title="helloween2" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/helloween2.gif" alt="helloween2" width="307" height="230" /></p>
<p><strong>RB &#8211; Mas recentemente, no último show que o Helloween fez aqui, não tocou algumas músicas que tocou ontem&#8230;</strong><br />
Sascha &#8211; Sim, eu estava nesse último e foi bem diferente!!<br />
Decidimos fazer um set list no qual pudéssemos tocar todos os hits e novo material também. Mas é impossível tocar todas as músicas, pois numa banda com uma longa história não é possível tocar tantas músicas no show&#8230;eu acho&#8230;</p>
<p>Nota: Nesse momento o gravador cai sobre a mesa, quase no colo de Sascha, fazendo bastante barulho.</p>
<p><strong>RB &#8211; Nós estamos tentando te matar!</strong></p>
<p><strong>(risos gerais)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>RB &#8211; Continuando: isso acontece com qualquer banda com mais de 15 anos de carreira. Tem que decidir sobre músicas antigas e novas&#8230;</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Eu acho que você não pode deixar todos satisfeitos&#8230;Fazemos um show e depois as pessoas perguntam: &#8220;ah, por que vocês não tocaram essa música ou aquela música?&#8221;.<br />
Se você tocar &#8220;essa&#8221; ou &#8220;aquela&#8221; música, as pessoas vão vir a nós também para perguntar &#8220;por que vocês tocaram essa e aquela???&#8221;. (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Você teria que fazer um show de 4 horas, e mesmo assim isso ia acontecer!</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Eu acho isso bem difícil numa banda, você vai sempre errar. Você não pode fazer as coisas certas para todos, é impossível&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Sobre a escolha do Dani&#8230;Foi difícil ou fácil encontrar um novo baterista?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Para nós foi muito fácil, porque ele não tinha mais trabalho além da gravação, ele apenas veio para tocar no disco e nós vimos que ele era o cara certo&#8230;e ele realmente é! </p>
<p><strong>RB &#8211; Estas decisões de novo baterista, set list, são feitas por Michael e Andi, ou todos juntos?</strong></p>
<p><strong>Nota: O gravador cai mais uma vez perto de Sascha, fazendo mais barulho e interrompendo a atenção de todos.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>RB &#8211; Nós ainda vamos te matar antes do fim da entrevista!!</strong></p>
<p>(risos por parte de todos)</p>
<p>Sascha &#8211; Hum&#8230;Cada decisão é feita como uma decisão da banda. Então nós apenas conversamos e decidimos juntos.<br />
Eu sei que há muita fama sobre Weiki ser o chefe, ou Andi ser o chefe, e eles ficarem nos falando as coisas e nós sermos apenas escravos&#8230;(risos)<br />
Entende? É besteira&#8230;<br />
Nós decidimos tudo juntos.</p>
<p><strong>RB- Não há chefe?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Não. Há os caras antigos e nós somos os novos, dos quais eles tomam conta. Eles nos levam ao palco e nos tiram dele&#8230;(fazendo com os braços como se carregasse um bebê)<br />
Não, estou só brincando!! (rindo)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-85" title="helloween3" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/helloween3.gif" alt="helloween3" width="338" height="253" /><br />
<strong>RB &#8211; O que você faz no tempo livre? Além de responder entrevistas de websites brasileiros??</strong></p>
<p>(risos gerais)</p>
<p>Sascha &#8211; Não há muito tempo livre. Tocar nesta banda é um trabalho de tempo integral. Nós estamos viajando o tempo todo, há novas turnês no verão, e nós estamos sempre compondo novas músicas, pois elas não caem do céu.<br />
As pessoas pensam que tocando numa banda dessas você não tem que se preocupar, você não tem que trabalhar, você tem um monte de dinheiro&#8230;e não é verdade. Há muito trabalho a se fazer!</p>
<p><strong>RB &#8211; Você conhece algo sobre o Heavy Metal brasileiro?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Na verdade&#8230;.Não. Eu só conheço o Angra. Eu diria que é uma banda famosa daqui, certo?</p>
<p><strong>RB &#8211; Sim.</strong></p>
<p>Sascha &#8211; É a única banda que conheço!</p>
<p><strong>RB &#8211; Sepultura&#8230;Angra&#8230;Shaman&#8230;Krisiun??</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sepultura? Ah, eles são daqui também&#8230; Eu achava que eles eram do México&#8230;</p>
<p>(risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Falando dos outros shows no Brasil, você acha que para vocês é muito diferente tocar em lugares pequenos como o Opinião, tocando para 2000 pessoas?<br />
Vocês costumam tocar para&#8230;quase 10.000 pessoas&#8230;<br />
O que você acha dessas diferenças?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Eu diria que nós basicamente tocamos em vários tamanhos de palco e vários tamanhos de lugares, então é sempre uma surpresa. Você sempre vê pessoas de várias idades, diferentes públicos. É muito mais interessante do que tocar todos os dias num estádio. Ficaria chato&#8230;<br />
Prefiro essas surpresas!</p>
<p><strong>RB &#8211; O que você tem ouvido e que bandas você mais gosta?</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Eu não tenho bandas favoritas&#8230;</p>
<p><strong>RB &#8211; Helloween? (risos)</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Eu realmente não tenho bandas preferidas. Eu escuto um monte de estilos diferentes. Tenho a mente bem aberta. Desejo ver mais do que um fã de heavy metal, às vezes. Ouço Jazz, Pop Music, Rock, Heavy Metal, tudo&#8230;<br />
Eu sou um músico, não só fã de heavy metal, entende?</p>
<p><strong>RB &#8211; Hum&#8230;Você ouve coisas que um músico ouve para crescer musicalmente, para aprender&#8230;(?)</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Hum, eu não sei&#8230;Mas, por exemplo, se eu estou com meus amigos em casa, e não há fãs de heavy metal, nós ouvimos de tudo&#8230;Eles ouvem Helloween e dizem &#8220;mas isso não é heavy metal, é rock&#8221;, sabe? Eles ouvem de tudo.<br />
Se a música é boa, e eu gosto, eu ouço! <br />
Não é como ser um fã de alguma banda. É como gostar de comida italiana. Você não vai comer comida italiana todos os dias.</p>
<p>Nota: O Helloween estava deixando o hotel. Estávamos entrevistando Sascha no hall de entrada enquanto o resto da banda e a equipe saíam com a bagagem.</p>
<p><strong>RB &#8211; Bem, para finalizar, diga algo aos fãs de Porto Alegre.</strong></p>
<p>Sascha (como se estivesse discursando) &#8211; Olá queridos amigos do heavy metal de Porto Alegre!!! <br />
Eu realmente gostei da cidade, mas não vi muita coisa, porque eu só fiquei no hotel, mas acredito que é muito legal, pois vejo muitas árvores ali fora!<br />
(gargalhadas)<br />
Foi muito legal tê-los no show ontem&#8230;hum&#8230;e eu desejo ver vocês na próxima vez também! </p>
<p><strong>RB &#8211; &#8220;&#8230;e eu ainda estou vivo!&#8221;</strong></p>
<p>Sascha &#8211; Sim!!</p>
<p>(mais gargalhadas e a despedida da banda que partia para o aeroporto).</p>
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		<title>Akashic: Fábio Alves fala do novo CD</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Mar 2006 07:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Akashic]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Sempre acessíveis, os músicos da Akashic não perdem o contato direto com os fãs e com a imprensa. Da nossa viagem a Caxias do Sul, em Dezembro, para o show da Akashic, iniciaram-se os contatos com o baixista Fábio Alves, que desde então tem sido muito atencioso. Confira a entrevista gentilmente cedida pelo músico.]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>Sempre acessíveis, os músicos da Akashic não perdem o contato direto com os fãs e com a imprensa. Da nossa viagem a Caxias do Sul, em Dezembro, para o show da Akashic, iniciaram-se os contatos com o baixista Fábio Alves, que desde então tem sido muito atencioso. Confira a entrevista gentilmente cedida pelo músico.</p>
<p><strong>Rock Box &#8211; Do lançamento do album Timeless Realm até o lançamento do album A Brand New Day, tivemos um intervalo de 5 anos. Por que levou tanto tempo para a Akashic lançar um novo material?<br />
E os fãs? Cobraram muito isso da banda? </strong></p>
<p>Fábio Alves &#8211; O lançamento do “Timeless Realm” foi no final de 2001 e ficamos envolvidos com divulgação e promoção durante 2002, fazendo alguns shows e contatos como este pra divulgar a banda e o álbum. No final de 2002 já estávamos compondo o “A Brand New Day” que foi gravado em 2003, e foi a partir daí que tivemos problemas com a gravadora e ficamos em stand by. O público cobra bastante, mas é muito bom, porque funciona como um incentivo e deixa a banda mais a fim de mostrar o trabalho. </p>
<p><strong>RB &#8211; Analisando as discussões entre os fãs da Akashic na comunidade da banda no Orkut, observamos uma polêmica sobre a disponibilização de letras e mp3 na internet.<br />
O que vocês acham desta disponibilização? Para vocês, no que ela é boa e no que ela é prejudicial?<br />
E além disso, vocês costumam fazer download de mp3? </strong></p>
<p>Fábio &#8211; A banda sempre recebeu mails de fãs querendo algumas letras. Alguns pedidos eram facilmente atendidos, porém, nem todas as músicas estavam disponíveis em mp3. Na realidade sempre tivemos a idéia de disponibilizar um material maior no nosso site e é o que vem acontecendo. Até porque acreditamos que este material é muito bom pra divulgar a banda. Sabemos que quem quer uma letra é porque já está tri a fim de ouvir, cantar e conhecer mais sobre o akashic. E temos certeza que este fã realmente quer é ter os CDs. O mesmo acontece com nós. Baixamos músicas sim, porém, o que fica é a vontade de ter o original! </p>
<p><strong>RB &#8211; A Akashic apresenta novas sonoridades em A Brand New Day, ainda que mantenha sua veia progressiva. Como se deu a incorporação de novos elementos no som da banda, e quais as bandas/artistas que influenciam os músicos da Akashic?</strong></p>
<p>Fábio &#8211; “A Brand New Day” é um álbum onde colocamos tudo o que queríamos mantendo a identidade da banda. Todas as composições passaram pelas mãos de todos, seja no início ou na interpretação. Tudo isso representou um CD intenso e autêntico. Todos integrantes se reconhecem nas músicas. As influências pessoais são as mais variadas e acredito que temos representantes de todos os estilos de música “boa”. Mas todos sabem o que trazer de influência pra música feita no Akashic. As bandas vão de Rush, AC/DC, Dream Theather, Deep Purple, Symphony X, ARK até a música brasileira. </p>
<p><strong>RB &#8211; É sabido pelos fãs que a Akashic tem muitas histórias para contar da sua viagem à Europa. Algumas até mesmo hilárias, até onde nos consta!<br />
Em que lugares a banda esteve e como foi a passagem por lá?<br />
(falando num geral: shows, receptividade, dificuldades&#8230;)</strong></p>
<p>Fábio &#8211; Sempre é um desafio viver em um país estrangeiro, multiplique isso por 5&#8230;..<br />
Mas, gostamos mesmo é de lembrar as coisas boas como pessoas super legais que conhecemos e que acolheram a banda. Eles ficavam impressionados com a nossa coragem de sair do Brasil e se dedicar tanto ao Akashic. Tudo isso teve um preço financeiro e emocional, agora, tocar em um bar na Suíça onde havia uma piscina plástica pro público ou tocar em um pub na Bélgica onde rolou até um StreapTease, não tem preço!!! </p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês pretendem ir para a Europa novamente a fim de realizar apresentações da Akashic?<strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><span style="font-weight: normal;">Fábio &#8211; Sim, a banda sempre esta pronta pra fazer o seu papel. Desde a composição o objetivo é tocar pra quem estiver a fim de ver, seja no Brasil, na Europa ou onde for, estamos aí pra isso!!! Esperamos voltar para os lugares onde já tocamos e viajar mais pelo Brasil!!!! </span></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>RB &#8211; Além dos trabalhos com a Akashic, que atividades relacionadas à música são desempenhadas pelos integrantes da banda? Vocês têm projetos paralelos, não é?</strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Fábio &#8211; Sim, nós sempre tivemos envolvimento total com música. É a profissão de todos, por isso, realizamos muitos projetos. O Marcos tem o projeto Masterpieces que já está no segundo CD. Eu, Fabio e Éder gravamos um Cd instrumental chamado “2”, o Maurício e o Rafael trabalham muito em gravações e ao vivo com bandas, jingles ou duplas como voz e violão. Temos muitas participações em CDs de outros artistas. Além de lecionarmos em escolas de música e realizando workshops.<br />
Esse contato diário com música reforça o conhecimento e acrescenta muito nas influências pessoais, o que é tri bom pro Akashic. </span></p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês tocaram recentemente em São Paulo, na abertura do show do Evergrey/Pain Of Salvation.<br />
Como o público tem reagido à banda (em âmbito regional e em âmbito nacional)?<br />
Os fãs fazem muito contato com vocês?</strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Fábio &#8211; Foi um show surpreendente porque tinha muita gente a fim de ver o akashic em São Paulo. Foi tão natural que nem parecia que éramos banda de abertura. Todos, banda e público, estavam muito a vontade. Tinha gente cantando as músicas, batendo fotos e querendo conversar com a banda no backstage. Sentimos que o público está crescendo e dando uma resposta positiva, tanto para o show quanto para o novo CD. Os comentários são tri bons!!! <br />
Recebemos muitos e-mails e tentamos responder a todos, porque a opinião do público é super importante pra nós. Temos muitos recados no guestbook e esperamos que continue assim, cada um dando a sua opinião.</span></p>
<p><strong>RB &#8211; Quais as próximas datas da Akashic? E os planos para esse ano?</strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Fábio &#8211; O plano para o ano é divulgar o máximo possível o CD “A Brand New Day” e desde já agradecemos este espaço, por que é assim, no contato direto com o público que se pode conhecer melhor uma banda. Como estamos sem datas marcadas, deixo aqui o e-mail de contato para os interessados em promover shows ou para conversar com o akashic.akashic22@hotmail.com </span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>valeu!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-78  aligncenter" title="akashic" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2006/04/akashic.jpg" alt="akashic" width="500" height="334" /></p>
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		<title>Seduced By Suicide: Earth fala de seu primeiro álbum, entitulado Gothic Dream</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Mar 2006 07:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Seduced by Suicide é o projeto de Rock Gótico de Earth (também membro do Blood Tears) criado no final de 2004 influenciado por nomes como The Sisters of Mercy, Him, David Bowie, Garbage, Type O Negative, PoisonBlack, Marilyn Manson além de vários outros ícones dark/gothic. Durante a segunda metade de 2005 o Seduced by [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p>O Seduced by Suicide é o projeto de Rock Gótico de Earth (também membro do Blood Tears) criado no final de 2004 influenciado por nomes como The Sisters of Mercy, Him, David Bowie, Garbage, Type O Negative, PoisonBlack, Marilyn Manson além de vários outros ícones dark/gothic.</p>
<p>Durante a segunda metade de 2005 o Seduced by Suicide trabalha na produção de Gothic Dream, seu primeiro Cd com cinco músicas próprias lançado em janeiro de 2006.</p>
<p>Atualmente Earth encontra-se em processo de composição das novas músicas do Seduced by Suicide. </p>
<p><strong>RockBox &#8211; Earth, para você o que é ser gótico? Em que consiste o goticismo e o gothic rock?</strong>?</p>
<p>Earth &#8211; No meu ponto de vista os góticos vêem o mundo por um ângulo mais romântico, encontram beleza onde outros não encontrariam e sentem uma forte aversão à maneira positivista com a qual a maioria das pessoas diz ver o mundo. A música gótica por sua vez, é aquela que retrata estes sentimentos tanto nas melodias quanto nas letras. </p>
<p><strong>RB &#8211; Qual o motivo que o levou a adotar o nome “Earth”?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Porque essa é a melhor palavra para me descrever no sentido de como vejo e sinto as coisas. </p>
<p><strong>RB &#8211; O Seduced By Suicide é um projeto só seu. Como surgiu a idéia de formar uma “banda” de um só componente? Quais as vantagens e desvantagens de se trabalhar sozinho?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Na minha outra banda, o Blood Tears, estou constantemente acatando decisões coletivas e limitado ao estilo (Doom Metal), algo que não quero que jamais mude. Por isso criei o Seduced by Suicide, um projeto solo onde posso fazer 100% do que quero. A única desvantagem em se trabalhar sozinho é que é extremamente mais trabalhoso, mas ainda assim vale muito a pena. </p>
<p><strong>RB &#8211; Você tem planos de realizar shows do Seduced By Suicide? Se sim, como faria isso?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Tenho planos de formar um line-up com músicos convidados para fazer shows sim. Não sei dizer quando será, mas não demorará muito. </p>
<p><strong>RB &#8211; Você esteve em alguns eventos fazendo o lançamento do Mcd Gothic Dream. Como tem sido a repercussão do público em relação ao trabalho?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Melhor impossível! Não é comum uma banda nova, que acabou de lançar um CD, que não faz shows, não é de São Paulo, etc&#8230; Consiga o espaço que o Seduced já alcançou. Não há do que reclamar. </p>
<p><strong>RB &#8211; Como vai o seu trabalho com a Blood Tears? O Seduced By Suicide não dificulta seu envolvimento com a banda?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Atualmente estou em processo de gravação do “Nothing but sorrow”, o primeiro full do Blood Tears. Com certeza o fato de participar de duas bandas toma muito tempo. Mas tenho bastante entusiasmo para ambas, e isso torna as coisas bem mais fáceis. </p>
<p><strong>RB &#8211; A sua versão de I Was Made For Lovin’ You ficou muito boa! Você pretende lançá-la em algum cd? O Kiss é uma influência para você?</strong></p>
<p>Earth &#8211; Muito obrigado! Talvez eu o faça no futuro, mas ainda não sei. O KISS é com toda a certeza uma grande influência. É sem dúvidas uma das bandas mais perfeitas que já houve na minha opinião. </p>
<p><strong>RB &#8211; O Gothic Dream, por ser um Mcd, é bastante breve. Por que motivo foram lançadas apenas 5 faixas? Há previsão de quando sairá um novo material? </strong></p>
<p>Earth &#8211; Penso que para um primeiro registro cinco faixas é o ideal. Não tenho previsão para o lançamento de material novo. Já tenho algumas novas músicas prontas e muitas idéias, mas não farei planos antes de ver até aonde o Gothic Dream pode levar o Seduced by Suicide por si só.<br />
Muito obrigado a você! Deixo aqui meu convite aos leitores que queiram conhecer mais sobre a banda para q visitem o site www.seducedbysuicide.com e baixem algumas das várias mp3s lá disponíveis, entre elas a versão 2006 do cover do KISS.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-71" title="seduced" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/seduced.jpg" alt="seduced" width="481" height="591" /></p>
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		<title>Gamma Ray em entrevista exclusiva para o RockBox</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2005 23:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>RockBox</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Bar Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[metal]]></category>
		<category><![CDATA[porto alegre]]></category>

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		<description><![CDATA[Na tarde do dia 15 de Novembro, a equipe do RockBox entrevistou exclusivamente o Gamma Ray. Após a passagem de som, fomos convidados a entrar no Bar Opinião para fazermos algumas perguntas ao baixista Dirk Schlächter e logo depois para o simpático Kai Hansen.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Na tarde do dia 15 de Novembro, a equipe do RockBox entrevistou exclusivamente o Gamma Ray. Após a passagem de som, fomos convidados a entrar no Bar Opinião para fazermos algumas perguntas ao baixista Dirk Schlächter e logo depois para o simpático Kai Hansen.</p>
<p><strong>Rock Box- O último album é bastante pesado, e nós podemos notar que o Gamma Ray fica mais pesado a cada album.</strong></p>
<p>Dirk Schlächter &#8211; Você acha? (um pouco surpreso) </p>
<p><strong>RB &#8211; Os fãs acham que sim&#8230;então, há alguma explicação para isso ou existe alguma influência, de bandas que vocês têm ouvido que trazem resultado no som?</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Eu acho que isso é mais mérito da experiência, como da produção e da mixagem também. E mais do que tudo, eu acho que nós ficamos mais pesados a cada album porque a banda fica mais firme e nós conhecemos melhor um ao outro agora, e é por isso que a coisa fica mais intensa, mais compacta&#8230;E isso também é refletido, não importa apenas se você tem bons amplificadores ou riffs de guitarra pesados, mas é também o sentimento dentro da banda&#8230;Nós estamos tocando com essa formação há&#8230;quanto tempo?? 8 anos?? (risos)&#8230;Eu não sei&#8230;Bastante tempo! </p>
<p><strong>RB &#8211; Há quanto tempo você toca baixo no Gamma Ray? [Nota: Dirk era guitarrista da banda antes de assumir o baixo] </strong></p>
<p>Dirk &#8211; O primeiro album em que eu toquei baixo foi Somewhere Out In Space, e foi também o primeiro album que Daniel e Henjo estavam na banda. Desde esse album, pode-se dizer que é a nova era do Gamma Ray, porque a formação não mudou mais, e conforme tocávamos, inclusive no palco, nós ficávamos mais pesados e mais firmes, por estarmos tocando juntos há mais tempo! Eu acho que essa é a principal razão. </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-63" title="entrevista-gammaray-2005-1" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2005/11/entrevista-gammaray-2005-1.jpg" alt="entrevista-gammaray-2005-1" width="400" height="267" /></p>
<p><strong>RB &#8211; E por que a mudança de instrumento?</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Quando eu conheci Kai eu estava&#8230;conheci ele em uma escola de música em Hamburgo e eu era baixista lá. Mas eu aprendi violão clássico, e também tocava guitarra antes, eu aprendi depois a tocar baixo. Comecei a aprender baixo quando tinha 19 anos. Então, eu tive meu aprendizado de violão clássico, e quando conheci Kai nessa escola de música, nós estávamos tocando juntos e ele disse que estava fazendo seu novo projeto (o Gamma Ray, mas naquela época ainda não tínhamos o nome) e ele já tinha uma banda que ensaiava para a gravação de Heading For Tomorrow, mas eles ainda estavam procurando por músicos para a turnê, e eles me convidaram para ser o baixista. Depois as coisas mudaram, o antigo baixista quis ficar no Gamma Ray. Eu disse: &#8220;Tudo bem, talvez você precise de um guitarrista! Ok, vamos tentar isso!&#8221;&#8230; E eu comecei a gravar as primeiras fitas, tocando guitarra, e toquei também por todos esses anos, além dos albuns, teclado, no palco, e de repente voltava para a guitarra! Foi um trabalho de muita concentração para mim! Na turnê de Land Of The Free eu senti mesmo que às vezes, não havia mais rock and roll! Eu tinha que estar sempre pensando &#8220;agora o teclado&#8230;agora a guitarra de novo&#8221;&#8230;<br />
Um dia eu estava dirigindo de casa para o estúdio e disse &#8220;Kai, eu acho que quero tocar baixo de novo&#8230;eu estava assistindo aquele vídeo antigo no qual toco baixo em duas músicas, e eu vi que isso mudou algo em mim, baixo é mais o &#8216;meu instrumento&#8217;, eu não preciso me preocupar enquanto toco&#8221;&#8230;Mas é claro que eu gosto de tocar guitarra também! </p>
<p><strong>RB &#8211; Vou tomar isso como uma ofensa, porque eu sou baixista!</strong></p>
<p>(risos gerais) </p>
<p><strong>RB &#8211; Não, estou brincando!</strong></p>
<p>Dirk &#8211; ok! Bem, esta é a razão da mudança de formação, porque nós queríamos um baixista (naquela época, Jan Rubach), e ele queria tocar guitarra. Então, por que não tentamos essa idéia maluca e trocamos os intrumentos?<br />
No primeiro dia que falamos sobre isso, no restaurante, os dois (Jan Rubach e o baterista Thomas Nack) disseram que não viam perspectiva nisso, e depois acabaram saindo&#8230;Talvez tenha sido minha culpa eles saírem! (risos)<br />
E agora eu me sinto melhor tocando baixo. Mas tocar baixo não é tão fácil, ainda mais na música do Gamma Ray, como todos pensam &#8220;ah o baixo, só está ocupando espaço lá&#8221; &#8230;(risos) </p>
<p>Dan Zimmermann e um membro da equipe abrem a porta rindo, falando alemão e Dirk ri bastante com os dois, eles fecham a porta, saindo, e dizem que não querem atrapalhar. </p>
<p><strong>RB &#8211; É a segunda vez do Gamma Ray em Porto Alegre. Você lembra do primeiro show aqui?</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Sim, muito bem! </p>
<p><strong>RB &#8211; O que você tem a considerar como grande diferença deste show para o outro?</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Eu espero que nós toquemos ainda melhor, tenhamos mais fãs entusiasmados, para mostrar um set diferente!<br />
E temos uma boa equipe checando o som, pois nesses lugares é difícil controlar o som quando não há ninguém dentro&#8230;Eu espero que consigamos algo além do comum&#8230;espero que seja melhor! (risos)</p>
<p><strong>RB &#8211; Quando o Gamma Ray lançou o Blast From The Past, vocês regravaram 20 músicas antigas. E logo depois a banda lançou o disco ao vivo Skeletons in the Closet. Porque vocês escolheram músicas tão diferentes para os dois discos, e gravaram ao vivo muitas faixas que não entraram em Blast From The Past? </strong></p>
<p>Dirk &#8211; Tivemos alguns fãs se queixando&#8230;<br />
Skeletons in the Closet foi uma idéia minha. Pois, toda vez que estávamos em turnê, tocávamos músicas do novo album, 4 ou 5 músicas novas, e depois tocávamos músicas antigas, os hits, e sempre fazíamos o mesmo&#8230;E alguns fãs queixavam-se no livro de visitas: &#8220;ah, eu já assisti essa música ao vivo 3 vezes!&#8221;&#8230;Então pensei em fazer uma pequena turnê especial, só para diversão e para os fãs, e eles escolheriam músicas que nunca tocamos ao vivo ou só tocamos uma vez. Eles poderiam escolher essas músicas, as melhores 3 ou 4 de cada album. Entramos em contato com promotores para a turnê, a gravadora disse &#8220;é uma grande idéia, mais um disco ao vivo!&#8221;&#8230;E esse era o plano, fazer algo especial, uma coisa rara! </p>
<p><strong>RB &#8211; Com certeza foi ótimo para os fãs ouvir ao vivo algumas músicas que vocês nunca tocaram, ou raramente tocaram&#8230;</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Claro, foi esta a idéia por trás disso! </p>
<p><strong>RB &#8211; Vocês têm grandes bandas na cena Alemã, como Gamma Ray, Helloween, Destruction, Rage&#8230;Como é a cena atual do heavy metal na Alemanha?</strong></p>
<p>Dirk &#8211; Pra ser honesto, posso dizer que a cena está decaindo um pouco. As bandas tem se queixado, quando fazem shows, da diminuição de público. Eu não sei como descrever&#8230;As bandas ainda estão lá, mas no momento a economia nao está tão boa na Alemanha, todo mundo está precisando de dinheiro, talvez você saiba algo da situação política, há muita gente que não pode comprar o album e ir ao show. Ou ir aos shows que normalmente iria. Então eles precisam mesmo decidir &#8220;Eu vou Hammerfall, eu vou ao Rage, eu vou ao&#8230;Edguy&#8230;&#8221; porque é a minha favorita e Gamma Ray é secundária, e os fãs de Gamma Ray fazem o mesmo&#8230;entende? Esta é a maneira que funciona. Temos menos pessoas em cada turnê, mas essas pessoas são os fãs de coração do Gamma Ray. Ao menos a reação dessas pessoas no show é ótima, não são apenas pessoas que ficariam assistindo e pensando &#8220;hum&#8230;legal&#8230;&#8221;. </p>
<p>Agradecemos Dirk pela entrevista, ele precisava ir. Pedimos para que ele tentasse chamar Kai Hansen, pois tínhamos algumas perguntas para ele. Não foi possível uma entrevista longa, pois a passagem de som havia terminado e eles estavam de saída.</p>
<p>Esperamos pouco tempo até Kai aparecer, e ele estava muito disposto.</p>
<p><strong>RB &#8211; Kai, uma pergunta que fizemos a Dirk&#8230;Os fãs notam que a cada album o Gamma Ray se torna mais pesado&#8230;Há alguma explicação para isso? </strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-61" title="entrevista-gammaray-2005-2" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2009/05/entrevista-gammaray-2005-2.jpg" alt="entrevista-gammaray-2005-2" width="400" height="267" /><br />
Kai Hansen &#8211; Eu não sei, talvez nós só estejamos negando que estamos ficando velhos! </p>
<p><strong>RB &#8211; Não, acho que não!</strong></p>
<p>(risos gerais) </p>
<p>Kai &#8211; Sim, mas é que algumas bandas ficam mais leves, relaxam quando ficam mais velhas, e com nós acontece algo diferente. Quanto mais pegamos a estrada e viajamos, mais fortes queremos ficar. Não sei, é como um progresso natural. </p>
<p><strong>RB &#8211; Esta é a segunda vez da banda em Porto Alegre. Qual a grande diferença daquele show para o que farão esta noite?</strong></p>
<p>Kai &#8211; Ah, Eu ainda não sei nada sobre o show desta noite! (risos)<br />
Mas temos um set diferente, estamos muito mais no embalo desta vez, estamos há mais tempo juntos, temos boa química, e ficamos até mesmo mais fortes!<br />
Acho que meus vocais estão melhores&#8230;então, acho que será legal, vai ser bom! </p>
<p>[Perguntamos a Kai, com o gravador desligado, se ele se importava em falar do Helloween, e sua resposta foi um sorridente "Not Really!"...] </p>
<p><strong>RB &#8211; Recentemente, tivemos uma notícia no Brasil, de que você não vê como um problema ou como um acontecimento impossível, uma reunião do Helloween, para alguns shows.<br />
E recentemente, Michael Kiske disse que, sendo para um show ou dois, não haveria problema&#8230;Podemos sonhar com shows do Helloween clássico?</strong></p>
<p>Kai &#8211; Sabe, eu não teria nenhum problema em estar com os caras da formação antiga no palco e viajar&#8230;sem problemas! É muito mais por Michael, sabe&#8230;Dizer que vai fazer isso, e fazer isso. Eu sei que ele tem uma espécie de problema com a cena metal, tem uma visão ruim da cena metal&#8230;Se ele ainda gostasse de fazer isso, e mesmo se não fizesse, eu estaria lá! Sem problema algum!<br />
Mas não acho que haveria algum tipo de reunião para fazer um album, porque estamos lançando albuns novos e eu não quero deixar o Gamma Ray. E acho que o &#8220;novo&#8221; Helloween é o que eles são agora, então não acho que eles deveriam se separar. </p>
<p><strong>RB &#8211; Você ouviu o Keepers III ?</strong></p>
<p>Kai &#8211; uhum! </p>
<p><strong>RB &#8211; O que você achou?</strong></p>
<p>Kai &#8211; Eu não ouvi o album todo, só algumas músicas, e é um bom material! Mas é claro que não se pode comparar com os antigos Keepers, é algo diferente, uma banda diferente, outras músicas&#8230;Mentes diferentes, vibrações diferentes, porque a velha formação tinha outra química, outra &#8220;magia&#8221;, eram outras 5 pessoas naquilo. Então agora são outras pessoas, soa diferente&#8230;Então deixemos para os fãs falarem se eles gostam ou não. </p>
<p><strong>RB &#8211; Que bandas você tem ouvido (Heavy Metal ou não)?</strong></p>
<p>Kai &#8211; Há uma banda na cena heavy metal, que eu gosto muito, o Dragonforce! É uma banda muito boa, mas eu ouço outro tipo de material também. Material antigo, material novo, tudo o que sai&#8230; </p>
<p><strong>RB &#8211; O que você acha dessas bandas &#8220;novas&#8221; de heavy metal (não new metal), como Children of Bodom?</strong></p>
<p>Kai &#8211; Eu gosto de Children of Bodom! </p>
<p><strong>RB &#8211; Eles fizeram um ótimo show aqui!</strong></p>
<p>Kai &#8211; Eu gosto do seu grande guitarrista, e eles fazem um tipo de metal muito especial! É legal, eu gosto! </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-64" title="entrevista-gammaray-2005-3" src="http://rockbox.com.br/wp-content/uploads/2005/11/entrevista-gammaray-2005-3.jpg" alt="entrevista-gammaray-2005-3" width="400" height="267" /></p>
<p>Sem querer atrasar a banda, que estava de saída para o hotel, finalizamos a entrevista com Kai Hansen e agradecemos a presença dele e de Dirk.</p>
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